Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Escritório Alto Médio São Francisco realiza caravana ambiental

Terça-feira | 18/05/2010 | 14:00·Atualizado em 25/05/2013 | 07:54
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

BELO HORIZONTE (18/05/10) - No período de 20 a 23 de maio, o Escritório Regional Alto Médio São Francisco (ERAMSF), no Norte de Minas Gerais, realiza a caravana ambiental “Nos Rastros de Antônio Dó” com o intuito de rememorar os acontecimentos ocorridos no percurso de Dó, nome de destaque do cangaço mineiro e imortalizado nos romances de Guimarães Rosa. O início da caminhada será no município de Januária, passando pelo Refúgio de Vida Silvestre e APA Pandeiros, com encerramento marcado no Parque Estadual Serra das Araras.

O objetivo da caravana é refazer as trilhas percorridas por Dó e seus companheiros, integrar as comunidades existentes ao longo do caminho às das unidades de conservação, incentivar troca de informações e experiências com enfoque na preservação ambiental, resgatar a história, a cultura e as manifestações artísticas tão presentes no sertão mineiro. Além disso, possibilitará aos participantes, funcionários do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e instituições parceiras, conhecer melhor as belezas naturais e a condição ambiental do Norte de Minas.  

Segundo analista ambiental do IEF, escritório ERAMSF, Natália Neves, a caravana foi idealizada pelos gerentes das unidades de conservação por onde a caravana vai passar. Durante a caminhada serão desenvolvidas atividades de educação ambiental nas comunidades e escolas localizadas na região, mostras de imagens e vídeos. Natália Neves destaca que “serão ouvidos moradores e relatos a respeito da passagem de Antônio Dó pela região, da Literatura de Cordel e as Folias de Reis”, manifestações tradicionais em algumas comunidades e povoados do Norte de Minas.

História de Antônio Dó

Antônio Dó  era um pequeno sitiante do município de São Francisco, Norte de Minas, no início do século XX.  A preservação da memória deste pequeno fazendeiro se deu por meio da literatura e oralidade, dos “causos”. Dó, um homem submetido ao coronelismo local não se conformou com os desmandos, sendo preso pela polícia por discórdias relativas à demarcação de terra, por questões de água em 1909.

Após fugir da prisão, se organizou com seu grupo para fazer “justiça”. Percorreram o Norte de Minas durante 19 anos, Sul da Bahia e de Goiás. Acabou fazendo trabalhos para coronéis da região e passou a ser dono de um garimpo perto de Paracatu. Dó foi assassinado em 1929 por um membro do seu bando porque pensava que Antônio tinha uma garrafa cheia de diamantes.