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ESP-MG promove atividades interativas para portadores de deficiência visual

Sexta-feira | 21/10/2011 | 17:39·Atualizado em 24/05/2013 | 20:28
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BELO HORIZONTE (21/10/11) - Portadores de deficiência visual participaram, esta semana, das atividades interativas na Escola de Saúde Pública (ESP) durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2011. O evento é promovido pela Escola e pelo Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR/Fiocruz Minas).

De acordo a superintendente pedagógica do Instituto São Rafael, Euzébia Carvalho, o convite foi recebido pela instituição como uma grande oportunidade de aprendizado fora da sala de aula. “As atividades incluem sensações táteis e o conteúdo foi apresentado de forma descritiva, possibilitando a inclusão dos alunos”, explicou.

A exposição tem como tema “Em clima de saúde: prevenindo com ciência”. As crianças e adolescentes conferem exposições e debates sobre as mudanças climáticas, prevenção de riscos e desastres climáticos, temas definidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para esta edição da Semana Nacional. Desde o dia 17, até este sábado (22), vão passar pela ESP cerca de 700 estudantes de escolas públicas e privadas.

“É muito importante conhecer coisas novas e sentir, na prática, o que já tínhamos ouvido falar na sala de aula”, resumiu Allan Pereira da Silva, 18 anos, aluno do Instituto São Rafael de Belo Horizonte.

Na tarde de quinta-feira (20), jovens do Centro de Encaminhamento para Semiliberdade (CES), que integra o quadro da Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), também participaram da trilha do conhecimento. De acordo com Verônica Rodrigues, pedagoga do CES, atividades como esta são importantes para que os adolescentes conheçam outras realidades e exemplos de vida.

“Estimular a curiosidade e o contato com a ciência pode incentivar o interesse pela volta à escola e à regularização do ensino”, explica Verônica. Daniel, um dos jovens encaminhados, fez questão de fotografar e filmar a visita, para guardar de lembrança. “As informações sobre doenças e parasitas são importantes para a prevenção. E as cabines que mostram as mudanças do clima, com um espaço muito quente e um espaço muito frio, também foram interessantes”, explicou.