Estado fará pesquisa para conhecer realidade da saúde bucal
Os principais agravos de saúde bucal da população mineira serão conhecidos em alguns meses. Isso será possível porque Minas participará da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, um estudo que irá verificar a prevalência dos problemas bucais em algumas idades e intervalos etários.
BELO HORIZONTE (27/10/09) - Os principais agravos de saúde bucal da população mineira serão conhecidos dentro de alguns meses. Isso será possível porque Minas Gerais irá participar da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, um estudo epidemiológico que irá verificar a prevalência dos problemas bucais em algumas idades e intervalos etários. Uma oficina de trabalho foi realizada nesta terça-feira (27), visando preparar os gestores dos municípios onde o levantamento será feito.
“Trata-se de uma pesquisa que envolve o trabalho articulado dos níveis federal, estadual e municipal. Os resultados desse estudo serão essenciais para avaliar e aprimorar a Política Nacional de Saúde Bucal, que inclui o planejamento das ações e serviços e também a capacitação dos recursos humanos”, destacou a coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Rafaela da Silveira Pinto.
Em Minas Gerais, onze municípios irão realizar o levantamento: Belo Horizonte, Alvorada de Minas, Claro dos Poções, Grão Mogol, Paraopeba, Oliveira, Curvelo, Passos, Sete Lagoas, Betim e Uberlândia. Com exceção das capitais, selecionadas automaticamente, as cidades participantes foram escolhidas por meio de sorteio.
Para a dentista Sueli Barbosa Santos Lacerda, representante do município de Sete Lagoas, o estudo vai melhorar o atendimento prestado ao usuário, uma vez que as ações poderão ser desenvolvidas considerando os problemas mais freqüentes na cidade. “Nós que atuamos na ponta sabemos a importância de planejamento para a execução de um bom trabalho”, destacou.
Metodologia
As idades e os intervalos a serem avaliados na pesquisa são aqueles preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), permitindo, assim, comparações com as condições de saúde bucal de outros países. Dentro do Brasil, será possível comparar com estudos anteriores.
Por se tratar de uma pesquisa transversal, ou seja, que tem por objetivo estabelecer uma estimativa de prevalências, no estudo serão mensurados apenas os principais problemas bucais. Isso não impede, entretanto, que as demais questões que interferem de alguma forma na saúde bucal da população possam ser desenvolvidas no município, com o rigoroso apoio estatístico e de epidemiologistas.
A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal deve ser concluída em meados de 2010, com a emissão o relatório final pelo Ministério da Saúde (MS).
O que será investigado pela Pesquisa de Saúde Bucal:
Aos 5 anos: cárie de coroa e condição da oclusão dentária;
Aos 12 anos: cárie de coroa, traumatismo dentário, fluorose e saúde do tecido gengival, isto é, gengivite e cálculo, além da presença ou não de perda óssea periodontal;
Entre 15 e 19 anos: será feita a média de prevalência de algumas patologias neste intervalo etário. Será investigada a cárie de coroa, a saúde do tecido gengival e periodontal, condição da oclusão dentária e edentulismo - perda dentária (total ou parcial);
Entre 35 e 44 anos: será avaliada a média de prevalência para este intervalo etário. Serão investigados a cárie de coroa e raiz, as condições gengivais e periodontais e o edentulismo;
Entre 65 e 74 anos: serão estudados os seguintes agravos: cárie de coroa e raiz, as condições gengivais e periodontais e o edentulismo.