Estado investiga venda irregular de medicamentos para emagrecer
Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde informa que as fórmulas para emagrecimento comercializadas irregularmente no Bairro Kennedy, em Contagem, foram manipuladas na Farmácia Extratum, em Ipatinga. Local foi interditado e o material encontrado está sendo investigado.
BELO HORIZONTE (23/05/07) - A Vigilância Sanitária (Visa) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informa que as fórmulas para emagrecimento comercializadas irregularmente no Bairro Kennedy, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram manipuladas na Farmácia Extratum, no município de Ipatinga, região Leste do Estado. O local foi interditado cautelarmente na noite dessa terça-feira (22). As matérias-primas controladas estão sendo apreendidas. A ação tem por objetivo resguardar o material encontrado, que é objeto da investigação.
Também foram obtidos contatos de pessoas que estariam comercializando essas fórmulas não apenas em Minas, mas também em outros estados brasileiros e até fora do País. A partir de agora, será instaurado um processo administrativo para apurar as infrações sanitárias. Já as demais infrações de ordem civil, criminal e tributária serão direcionadas aos órgãos competentes.
A Visa alerta à população sobre o perigo oferecido por essas fórmulas de emagrecimento que estão sendo vendidas no comércio informal de forma irregular. Tais produtos, comercializados de porta em porta, são apresentados como naturais, mas apresentam substâncias químicas na composição, como Clordiazepoxido (ansiolítico), Fluoxetina (antidepressivo), Femproporex e Dietilpropiona (anoxerígenos). Essas substâncias atuam sobre o sistema nervoso central, causando dependência. Todas essas substâncias estão sujeitas a controle especial, sendo regulamentadas pela Portaria SVS nº 344/98 e controladas pela Polícia Federal.
É importante ressaltar que a associação de substâncias anorexógenas entre si e/ou com ansiolíticos, diuréticos, hormônios, extratos hormonais e laxantes, além de ser proibida, pode causar sérios danos à saúde do usuário. As empresas, instituições e órgãos que utilizam qualquer um desses produtos em fórmulas de medicamentos necessitam de autorização especial, concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Vale lembrar que a decisão de iniciar o uso de medicamentos para emagrecer deve ser sempre tomada por um médico, com base na avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos envolvidos. As substâncias químicas usadas no tratamento para emagrecer não curam a obesidade, mas auxiliam em estratégias clássicas, como redução calórica e aumento metabólico, desde que associadas à dieta e à prática de exercícios físicos.
Também deve se destacar que todas as substâncias químicas usadas para emagrecer agem no sistema nervoso central, tendo vários efeitos. O paciente perde a fome e o peso, mas, em contrapartida, fica agitado, irritado, além de ficar com a boca seca e passar a sofrer de insônia e depressão. O uso de formulações inadequadas oferece riscos irreparáveis à saúde, podendo levar à morte.
Por tudo isso, a população deve denunciar à Vigilância Sanitária (0800 31 0171) as pessoas envolvidas no comércio e na fabricação irregulares de fórmulas emagrecedoras, para que possam ser adotadas as medidas necessárias.