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Estado lança campanha de combate à Aids para o Carnaval

Quarta-feira | 23/01/2008 | 14:01·Atualizado em 27/05/2013 | 04:08
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BELO HORIZONTE (23/01/08) - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) lança, na próxima semana, a campanha de prevenção contra a Aids, elaborada especialmente para o Carnaval. Sobre as ações que serão desenvolvidas durante os cinco dias de festa, a coordenadora Estadual de DST/Aids, Rachel Baccarini, concede entrevista coletiva nesta sexta-feira (25), às 9h, no auditório da SES (Rua Sapucaí, 429 - Bairro Floresta).

Aids em Minas

Desde o início da epidemia, em 1982, até agosto de 2007, foram notificados 25.685 casos da doença no Estado. De acordo com Rachel Baccarini, a taxa de incidência média é de 12,3 por 100 mil habitantes. “Minas Gerais está em 4º lugar em número de notificações, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A cada ano, surge cerca de 1200 casos novos, o que nós faz perceber que é preciso dar continuidade às ações de prevenção”, destacou.

As grandes cidades concentram o maior número de notificações, mas percebe-se a tendência à interiorização da Aids, com mais localidades apresentando casos. Em 2004, 586 municípios tiveram registros; hoje, já são 649. “Temos 853 municípios, e um Estado com grande malha rodoviária. Esses fatores contribuem para que o vírus chegue aos mais distantes lugares. É por isso que a SES vem promovendo a descentralização da assistência e das ações de prevenção”, ressaltou a coordenadora Estadual.

O crescimento da incidência da doença entre o sexo feminino é outra questão a ser considerada. De 1982 a 1993, a Aids atingia 83% dos homens e apenas 17% das mulheres. Já em 2006, 63,7 dos infectados foram do sexo masculino, e 36,3%, do feminino. O número de mulheres com o vírus aumenta, a cada ano, diminuindo a proporção entre os sexos. Observa-se também que, entre jovens e adolescentes de 13 a 29 anos, já é maior o percentual de casos em mulheres.

Vale destacar que, atualmente, a principal categoria de transmissão entre adultos é heterossexual, responsável por mais de 2/3 das contaminações. A situação é bem diferente da encontrada no início da epidemia, quando a maior parte das transmissões ocorria por meio de relações homossexuais. Isso demonstra que a Aids não é uma questão restrita a alguns grupos, mas sim, um problema de todos.