Estado oferece parceria à Frente Parlamentar da Cachaça
O Governo do Estado, através do Programa Mineiro de Incentivo à Produção de Cachaça (Pro-Cachaça), dará o apoio necessário ao desenvolvimento dos trabalhos da Frente Parlamentar Mineira em Prol do Agronegócio da Cachaça, criada recentemente na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.
BELO HORIZONTE (01/09/05) – O Governo do Estado, através do Programa Mineiro de Incentivo à Produção de Cachaça (Pro-Cachaça), dará o apoio necessário ao desenvolvimento dos trabalhos da Frente Parlamentar Mineira em Prol do Agronegócio da Cachaça, criada recentemente na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silas Brasileiro, presidente do Conselho Diretor do Pro-Cachaça, afirmou que “o oferecimento dessa parceria é a contrapartida ao reconhecimento dos deputados à importância econômica, social e cultural do agronegócio cachaça no Estado”.
O secretário lembra que a Frente Parlamentar da Cachaça foi criada a partir de uma proposta de produtores que se reuniram em Pompéu, no mês de junho, sob a coordenação da Secretaria de Agricultura. “Eles pediram um maior apoio do poder público ao programa de desenvolvimento da produção de cachaça de alambique em Minas, e a resposta foi rápida, com a apresentação de requerimento do deputado Paulo César para a criação da frente, que foi instalada em 31 de agosto com a participação de 26 parlamentares estaduais”, disse.
Silas Brasileiro afirmou que o agronegócio da cachaça deverá se fortalecer com as ações do grupo de deputados, que já programaram uma rodada de reuniões itinerantes pelo Estado para discutir a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, com ênfase nos temas referentes à produção da bebida. Um dos assuntos será o problema da tributação federal, que incide sobre a cachaça de alambique, comprometendo a competitividade do produto mineiro.
Valorização do produto
O diretor de Comercialização da Secretaria de Agricultura e secretário-executivo do Conselho Diretor do Pro-Cachaça, José Eduardo Ferreira, diz que a Frente Parlamentar Mineira em Prol do Agronegócio da Cachaça definiu diversos mecanismos para a valorização da cachaça de alambique. “Serão criadas políticas de fomento para os produtores familiares e de fortalecimento das organizações do setor, como associações e cooperativas, entre outras iniciativas”, explica.
Na solenidade de instalação da Frente Parlamentar da Cachaça, ficou demonstrada a sua condição de fórum de debates do setor, com a apresentação das dificuldades que a família do criador da “Havana” vem enfrentando desde que perdeu o direito sobre a marca para uma multinacional. Os parentes de Anísio Santiago, falecido em 22 de dezembro de 2002, mantêm na Justiça o processo iniciado pelo empresário, contestando por via administrativa a decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), para recuperar a propriedade do nome.
De acordo com o secretário-executivo do Conselho Diretor do Pro-Cachaça, “a preocupação dos deputados e dos produtores com os rumos do processo é uma prova de gratidão do setor a Anísio Santiago, que produziu a Havana em Salinas (Norte de Minas) desde 1950 e introduziu no Brasil a técnica de separar a cachaça em três partes durante o processo de destilação. A primeira e terceira partes, chamadas "cachaça da cabeça" e "cauda da cachaça", são desprezadas, aproveitando-se somente o "coração", ou seja, a parte mais nobre da bebida. Este processo para a produção da bebida e a recomendação de Anísio para que não seja queimada a cana antes do corte foram incluídos na Lei da Cachaça, que serve de base para os programas de produção da cachaça de alambique em Minas.