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Estados constróem agenda para o desenvolvimento

Estados constróem agenda para o desenvolvimento

Terça-feira | 06/04/2004 | 00:00·Atualizado em 09/05/2013 | 12:22
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Construir uma agenda comum de interesse dos estados buscando o desenvolvimento e não apenas o crescimento econômico. Com esse objetivo estiveram reunidos (foto) nesta terça-feira (6), em Belo Horizonte, os secretários de Estado de Desenvolvimento Econômico, Wilson Brumer (MG), de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, João Carlos Souza Meirelles (SP), Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Luiz Roberto Ponte (RS), Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luiz Guilherme Gomes Mussi (PR) e o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Caetano Filho (RJ).

Um dos problemas mais imediatos apontado pelos seis integrantes do grupo é o de infra-estrutura viária – rodovias e ferrovias, por causa dos poucos investimentos que foram feitos nos últimos anos. Tanto assim, que eles temem esse setor possa se tornar um gargalo a uma maior presença do país no comércio internacional.

Os secretários entendem que, com o rateio da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), entre estados e municípios e a exigência de que os recursos sejam aplicados na infra-estrutura viária, ficará equacionado o problema das rodovias estaduais. Entretanto, reconhecem, a situação preocupa nos grandes eixos federais, razão pela qual defendem que o governo federal adote medidas para a melhoria das rodovias sob responsabilidade dele.

Outro assunto discutido foi uma melhor utilização do gás natural na matriz energética brasileira. Para se ter uma idéia, o Brasil consome hoje apenas metade do gás que compra da Bolívia, contou Luiz Roberto Ponte ao defender que a União desenvolva uma política de indução ao consumo, baixando o preço pago pelo consumidor e aumentando o número de usuários. Eles enfatizaram o exemplo de Minas, onde foram criados “gasodutos virtuais”, com o produto sendo comprimido e transportado por caminhões aos locais de demanda.

Também a mudança no modelo de desenvolvimento está sendo preconizada pelos secretários. Eles defendem a descentralização econômica, buscando fazer beneficiamento de produtos, especialmente aqueles voltados para a exportação, nos locais próximos onde são produzidos. É preciso uma política que desenvolva o interior, diminuindo os fluxos migratórios para as regiões metropolitanas, defendeu João Carlos Meirelles.

Por sua vez, o secretário Luiz Guilherme Mussi entende que uma aproximação desses estados com os países do Mercosul é importante para a economia dos mesmos. Ele disse que a relação comercial do Paraná com Argentina e Paraguai tem dado bons resultados e convidou os outros estados a participarem das próximas reuniões.

O secretário Wilson Brumer lembrou que as discussões começaram com representantes de três estados e hoje já são seis que participam habitualmente – Santa Catarina não pôde estar presente à reunião de Belo Horizonte. Dizendo que representantes de outras unidades da federação são bem vindos ao grupo, ele afirmou que todos têm problemas e o objetivo desses encontros – o próximo será no mês que vem no Rio de Janeiro – é a troca de experiência, por meio da reunião de pessoas que têm o desenvolvimento como objetivo comum.