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Estrutura da Cidade Administrativa ajuda tratamento de funcionário da Cohab/MG

Terça-feira | 15/02/2011 | 17:43·Atualizado em 14/06/2013 | 04:07
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BELO HORIZONTE (15/02/11) - Foi na vontade de viver que o agrimensor Oswalney Costa Galvão, de 35 anos, se apoiou para vencer a leucemia e retomar suas atividades ao lado de sua família e de seus colegas da Gerência de Patrimônio Imobiliário (GPI) da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab/MG). Para voltar ao trabalho, Galvão contou com a infraestrutura da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, que possibilita que ele não se exponha ao sol - absolutamente contra indicado no tratamento de seu caso.

Na Cidade Administrativa o funcionário pode seguir rigorosamente as recomendações médicas feitas após o transplante de medula. A estrutura dos prédios e os túneis que fazem a ligação com o Centro de Convivência, suas diversas lojas e a praça de alimentação, tornaram realidade a vontade do funcionário de retornar à Cohab/MG. Além disso, a Intendência da Cidade Administrativa também cedeu uma vaga na garagem para o carro do funcionário, de modo que ele não precise se expor aos males que o contato com o sol pode lhe causar.

Esperança e luta

A história da luta de Galvão começou no dia 11 de setembro de 2007. Ele estava a serviço da Cohab/MG, fazendo medições em uma fazenda na cidade de Conselheiro Lafaiete, no Campo das Vertentes, quando sentiu um mal estar. Percebendo que não melhorava, foi até o hospital local. Lá, foi examinado e fez um exame que apontou um problema no sangue. Os médicos não souberam precisar o que era, mas aconselharam que ele se internasse. Galvão voltou a Belo Horizonte e seguiu as recomendações dos médicos.

Começava, então, sua batalha de três anos contra a doença. Durante esse período, passou por três quimioterapias e um transplante de células tronco. Galvão lembra que chegou a pesar 52 kg durante o tratamento, ao passo que o seu peso normal é de 80 kg.

A família e os amigos foram partes fundamentais na recuperação de Galvão. “Eu queria voltar pra minha família, levar meus filhos ao colégio. Falava comigo mesmo enquanto estava deitado naquela maca: vou viver. Vou viver”. Essa atitude positiva e o bom humor foram a forma que encontrou para vencer a depressão e os efeitos colaterais causados pelos remédios.

Outra ajuda fundamental veio em forma de livro. O amigo e professor na faculdade, Alceu Cotta Júnior, lhe presenteou com “O Segredo”, de Rhonda Byrne. “Esse livro me ajudou a ter uma atitude positiva e pensar sempre na recuperação. Quando você acredita, acontece”, diz.

Foi o irmão Neiwaldo Costa Galvão quem fez a doação que viabilizou a recuperação de Galvão. Foram dois litros de células troncos que possibilitaram que o corpo de Oswalney recuperasse o sistema imunológico e fosse aos poucos se curando. “É um processo delicado. Foi preciso que minhas células tronco fossem mortas em um período de sete dias enquanto o corpo de meu irmão era estimulado a produzir mais células que me fossem doadas”.   

Encerrada essa fase do tratamento, Oswalney Galvão passou por um período de adaptação de 16 dias e, depois, por uma avaliação do INSS, que o liberou para voltar a trabalhar. “É muito importante que eu esteja trabalhando de novo”, comemora.