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Notícia

Estudantes da Escola Estadual de Azurita, região Central do Estado, participam de feira internacional

Após participar de competição internacional, estudantes darão continuidade a pesquisas com planta medicinal

Terça-feira | 22/05/2012 | 14:46·Atualizado em 01/07/2013 | 10:56
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Alunos participaram de feira no Estados Unidos
Alunos participaram de feira no Estados Unidos / Crédito: Arquivo

Os estudantes da Escola Estadual Manoel Antônio de Souza, no distrito de Azurita, no município de Mateus Leme, encerraram na última semana a participação em uma das maiores feiras internacionais para estudantes do ensino fundamenta e médio. A escola pertece à rede da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Ao participar da International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), competição realizada em Pittsburgh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, entre os dias 13 e 18 de maio, os estudantes não conquistaram prêmios, mas acumularam experiência para continuar a pesquisa.

“Não ganhamos prêmio, mas representamos bem Minas Gerais e a nossa escola. Além disso, tivemos a oportunidade de conhecer muitas culturas diferentes e vamos continuar a pesquisa para que possamos participar de outras feiras ainda este ano e chegar novamente a etapa internacional”, ressalta a integrante da equipe e estudante do 1º ano do ensino médio, Júlia Maria Rezende Ferreira.

Os estudantes participaram da feira com uma pesquisa que analisou o potencial antiflamatório e antimicrobiano da planta Pariri, velha conhecida dos moradores do distrito de Azurita. O trabalho contou com uma pesquisa de campo feita com os moradores da cidade e com a análise das propriedades químicas da planta. O grupo analisou quais os princípios ativos que o Pariri tem e que fazem com que ele haja em determinadas doenças. Também foi analisado o potencial de inibição do crescimento de bactérias utilizando estratos da planta.

Para a equipe a participação na Intel ISEF foi apenas o primeiro passo. Agora, os estudantes irão estudar a ecologia do Pariri e analisar aspectos como o tecido da planta e seu ciclo de crescimento. A coordenadora da equipe e professora de Biologia da escola, Fernanda Guedes, ressalta a importância da participação na feira para a continuidade da pesquisa. “Já trocamos muitas ideias e vamos fazer novos testes. Os avaliadores deram várias sugestões, como por exemplo, testar a planta com fungos e os fitoterápicos para saber a toxidade deles”, contou a coordenadora.

Além da professora de Biologia, Fernanda Guedes, a equipe é composta pelos estudantes: Júlia Maria Resende Ferreira, Jaqueline Campos Costa e Cristopher Mateus Carvalho.

Pariri

O Pariri é velho conhecido dos moradores de Mateus Leme. Segundo os estudantes, a planta começou a ficar famosa em 1995, quando um dentista da cidade estava fazendo um tratamento contra o câncer e ao começar a tomar o chá feito com a planta começou a perceber um aumento das hemácias. Ao ser curado, ele prometeu que iria divulgar os benefícios do Pariri.