Estudantes da rede estadual conquistam vaga em feira internacional de ciências
Alunos do município de Canápolis, no Triângulo Mineiro, faturaram o primeiro lugar da categoria Incentivo à Pesquisa da Feira de Ciências Jovem

Érica Gomes e Marlon Rocha Muniz já carimbaram seus passaportes para a Milset Expo-Sciences Internacional 2015, que será realizada em julho de 2015 na cidade de Bruxelas, na Bélgica. Alunos do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual São Francisco de Assis, no município Canápolis, no Triangulo Mineiro, os estudantes conquistaram o primeiro lugar da categoria Incentivo à Pesquisa da Feira de Ciências Jovem, evento realizado no final do mês de outubro, em Olinda (PE).
“Nossa escola foi selecionada para representar Minas Gerais com três trabalhos, cada um em uma categoria. Vencemos a categoria Incentivo à Pesquisa e conquistamos vaga na edição do ano que vem da Milset Expo-Sciences Internacional 2015 e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em São Paulo”, ressalta a professora de Biologia e Química, Flaviana Rocha Muniz .
O projeto teve início na escola quando o ex-aluno Orlando Marques da Costa Junior convidou os estudantes para participarem do projeto Desenvolvimento e Inovação de Técnicas e Produtos em Cultivares de Abacaxi. “O projeto consiste no uso da folha do abacaxi na produção de um papel que é usado para proteger a fruta das pragas. Isso evita, entre outras coisas, o uso de agrotóxicos”, conta a professora. Os estudantes participaram dos estudos no laboratório e em campo.
Para a realização do projeto, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer os laboratórios de uma universidade. “Foi uma oportunidade muito boa. O laboratório é avançado e bem moderno. Muitas coisas que tinha lá não temos na nossa escola”, conta Marlon Rocha Muniz.
Sobre a participação na Feira de Ciências Jovem, Érica Gomes ressalta a importância para a sua formação. “No começo da apresentação na feira foi bem complicado, porque nunca tinha participado de um evento tão grande, mas depois foi tudo muito bom. Tivemos a oportunidade de conhecer os trabalhos desenvolvidos por pessoas de outros estados”, conta. Já pensando no próximo ano, Érica ressalta que a expectativa é grande. “É surreal. A ficha ainda não caiu. Acho que vai ser uma ótima experiência”, conclui.