Exportações mineiras crescem 38,7% no 1º semestre
Exportações mineiras crescem 38,7% no 1º semestre
A Pesquisa referente a Balança Comercial de Minas, divulgada nesta quinta-feira, pela Fundação João Pinheiro (FJP) e o Centro Universitário Newton Paiva registrou crescimento de 85,4% nos primeiros seis meses deste ano. Em Minas Gerais houve um aumento de 38,7% nas exportações mineiras, passando de US$ 2,4 bilhões no período de janeiro a junho de 2002 para US$ 3,4 bilhões nos seis primeiros meses de 2003.
Segundo a economista Elisa Maria da Rocha, do Centro de Estudos de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, “o avanço positivo com o resultado de 38,7% nas exportações no Estado de Minas explica-se, sobretudo pelo crescimento do setor siderúrgico, seguido do café, veículos, materiais de transporte e setor mineral, bem como pela consolidação das exportações para importantes parceiros como EUA, China, Alemanha, além da recuperação das vendas para a Argentina e Itália.
No primeiro semestre de 2003, o comércio internacional de Minas Gerais movimentou US$ 4,5 bilhões, sendo US$ 3,4 bilhões de exportações e US$ 1,1 bilhão de importações, apontando um crescimento de 23,0% em relação ao mesmo período de 2002.
A economista e professora, Jane Noronha, Coordenadora do Centro de Estudos Econômicos da Newton Paiva destaca que “O setor de bebidas revelou um crescimento de 1,871%, mas de acordo com as informações do Ministério do Desenvolvimento, o aumento não foi por causa da cachaça, mas sim do álcool para fins industriais”.
Ainda de acordo com a pesquisa o resultado positivo das exportações também está associado à vigorosa recuperação das exportações de papel-celulose cujas receitas alcançaram US$ 177,7 milhões. Outro fator relevante é o desempenho favorável das exportações mineiras para a União Européia, Nafta e Ásia, responsáveis por 81,7% do total exportado pelo estado no primeiro semestre de 2003, contribuindo de forma determinante para o resultado global das vendas externas do estado. Houve também um crescimento expressivo das exportações para mercados pouco tradicionais, a exemplo da Comunidade Comum do Caribe (Caricom), Mercado Comum Centro Americano (MMCCA) e Comunidade dos Estados Independentes (CEI), cujos percentuais de aumento chegaram a 543,5%, 382,4% e 161,3%.