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Fapemig divulga último resultado dos editais de 2007

Sexta-feira | 07/12/2007 | 16:00·Atualizado em 24/05/2013 | 21:59
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BELO HORIZONTE (07/12/07) - A Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) divulgou o resultado do edital 16/07 "Apoio a Projetos de Extensão em Interface com a Pesquisa". Com isso, encerra o trabalho de análise e contratação de projetos do ano de 2007. Ao todo, foram 21 editais lançados para financiamento de pesquisas em áreas que vão desde o agronegócio e a criação de núcleos de inovação até a popularização da ciência e da tecnologia.

O número superou o de todos os anos anteriores. "O recorde de editais lançados significa mais projetos financiados e, conseqüentemente, fortalecimento da área científica e tecnológica de Minas Gerais", lembra o presidente da Fapemig, José Geraldo de Freitas Drumond. Ele destaca, ainda, que isso só foi possível devido ao cumprimento do repasse integral do orçamento destinado à Fundação. "Pela primeira vez na história, a Fapemig recebeu o 1% previsto na Constituição, o que permitiu atender às demandas da comunidade científica e fortalecer os programas existentes. Por tudo isso, o ano de 2007 será um marco na vida institucional da Fundação".

Edital inovador

A Fapemig recebeu 274 propostas para serem analisadas dentro do edital de Projetos de Extensão. Destes, 55 serão contratados, somando cerca de R$2,13 milhões. Os trabalhos serão desenvolvidos por grupos extensionistas de pesquisa, formados por pesquisadores de uma ou mais instituições, reunidos por uma linha de pesquisa multidisciplinar integrada à extensão universitária, e que estabeleçam uma relação dialógica com a comunidade, interferindo na realidade social.

É a primeira vez no Brasil que uma agência estadual de fomento à ciência e à tecnologia lança uma modalidade que apóia projetos de extensão universitária. "O lançamento desse edital foi possível pela evolução da extensão no ambiente acadêmico, que passou a seguir bases metodológicas concretas e a desenvolver uma interação científica qualificada", diz o diretor científico da Fapemig, Mario Neto Borges.

Segundo o diretor, a extensão universitária foi, por algum tempo, alvo de um certo preconceito, sendo considerada intermediária entre o ensino e a pesquisa. Nos últimos anos, o setor ganhou espaço ao se qualificar, apoiando-se em bases científicas e metodológicas. Para ele, é fundamental que o trabalho desenvolvido nas universidades seja levado à comunidade. "A interlocução entre a pesquisa científica e tecnológica e a extensão deve ser levada à sociedade, pois é exatamente esta a missão do que chamamos de extensão universitária", observa.

A relação das propostas aprovadas pode ser conferida em

http://www.fapemig.br/info/editais/editaisarquivos.php?vartipo=3

Ano de conquistas

Para Mario Neto, a divulgação deste resultado tem um significado maior: representa o esforço da equipe interna da Fapemig e o comprometimento com a comunidade científica em lançar os editais e repassar os recursos aos projetos aprovados no mesmo exercício. Em um passado recente, era comum o pesquisador esperar até dois anos para conseguir iniciar sua pesquisa. "Isso mostra o amadurecimento da Fapemig como agência de fomento. A maior eficiência e agilidade são reflexos das mudanças pelas quais a instituição vem passando especialmente nos últimos quatro anos, com a desburocratização e modernização dos processos", destaca o diretor.

Um exemplo foi a adoção, neste ano, da submissão eletrônica de projetos e do Termo de Outorga Eletrônico. A submissão, agora, é feita por meio do Ambiente de Gestão, Informação e Logística para Fundações de Amparo - AgilFAP, que permite receber, avaliar e acompanhar as propostas. Já o Termo de Outorga Eletrônico permite que o coordenador do projeto assine de qualquer parte do país ou do exterior sua proposta, utilizando a assinatura digital. Nos dois casos, os resultados foram ganho de tempo, economia de papel e agilidade na contratação.

Outra grande conquista de 2007 foi a reformulação da estrutura da Fapemig. A Fundação ganhou mais duas gerências (Recursos Humanos e Logística e Propriedade Intelectual), novos departamentos (como o de Avaliação) e alguns setores já existentes passaram a constar no organograma (como a Assessoria de Comunicação Social). As mudanças levaram em consideração o aumento das atividades desenvolvidas e a realidade operacional da casa. Para o diretor científico, ao lado da conquista do orçamento, a reformulação da estrutura foi uma das conquistas mais importantes da entidade, pois traduz o perfil de uma verdadeira agência de fomento à ciência, tecnologia e inovação.

As perspectivas para 2008 são as melhores possíveis. Em sua última reunião, realizada no dia 14 de dezembro, o Conselho Curador da Fapemig aprovou a distribuição do orçamento para o ano que vem, que equivale a cerca de R$180 milhões, ou 1% da receita corrente do Estado. "Além disso, vamos trabalhar para buscar mais parcerias com agências nacionais e internacionais", complementa Mario Neto.