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Fapemig e Finep liberam R$ 4,16 mi para a Rede Mineira de Biotecnologia

Sexta-feira | 22/12/2006 | 11:04·Atualizado em 25/05/2013 | 19:07
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BELO HORIZONTE (22/12/06) – O projeto de estruturação e consolidação da Rede Mineira de Biotecnologia: Bioensaios e Biotério, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), acaba de receber aprovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Os recursos são da ordem de R$ 4,16 milhões, sendo R$ 2,5 milhões provenientes de repasse direto da Finep e R$ 1,66 milhão de contrapartida da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

O projeto - que tem a Fapemig como proponente - visa o fortalecimento das redes de bioensaios e biotérios para o desenvolvimento de novos produtos, estudos de bioeqüivalência, biodisponibilidade e transferência de tecnologia para o setor produtivo. Ele foi elaborado pela Superintendência de Ciência e Tecnologia (SCT) da Sectes em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Instituto René Rachou, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os trabalhos foram coordenados pela superintendente da SCT da Sectes, Déa Fonseca, e pela coordenadora do Programa de Biotecnologia, Lúcia Fernandes Aleixo, além dos representantes das entidades envolvidas.

A pesquisa e o desenvolvimento voltados para a busca de novos fármacos é de fundamental importância para o desenvolvimento do país, assim como ações para a avaliação de segurança, equilíbrio e qualidade dos fármacos já consolidados são primordiais para que a resposta terapêutica não venha a ser prejudicada pela má qualidade dos produtos. Já a bioprospecção de novos princípios ativos para o desenvolvimento dos fármacos é desejada, já que o Brasil, atualmente, importa matéria-prima para a produção de medicamentos. Desde 2000, o país vem gastando acima de US$ 300 milhões/ano com importações. Esta bioprospecção já é praticada por empresas públicas e pelas universidades estaduais e federais em Minas, mas muitas dessas ações são desenvolvidas, isoladamente, gerando um grande esforço individualizado e segregração do conhecimento.

O projeto, que envolve os tópicos bioensaios e bioterismo, foi elaborado com o objetivo de estruturar e consolidar a rede já existente para a execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento. No sentido de integrar todas as instituições e universalizar o conhecimento, a Rede Mineira de Biotecnologia pretende basear suas ações em duas vertentes sequencializadas para organizar as atividades que possam explorar a biodiversidade do Estado Minas Gerais e conduzir a uma reação fundamental para o crescimento do parque farmacêutico instalado.

Atualmente, vários centros desenvolvem estudos para a busca de novos fármacos e formas farmacêuticas e, praticamente, todos eles estão ligados a entidades públicas de pesquisa. Na iniciativa privada a pesquisa é ainda incipiente, sendo, por isto, dependente das universidades como forma de geração de produtos.

Alguns centros de pesquisa - instituições públicas do Estado - já colaboram, de forma não oficial, com empresas localizadas nos Arranjos Produtivos Locais (APL) de Biotecnologia, principalmente os da área de fitoterápicos, com o desenvolvimento de metodologias para os marcadores químicos de espécies vegetais, principalmente para os princípios ativos de plantas medicinais utilizadas na composição de seus produtos. A forma integrada de pesquisa e o desenvolvimento de fármacos e novas formulações assim como a transferência para o setor produtivo são os resultados esperados com a estruturação da rede.

Com o projeto, a Rede Mineira de Biotecnologia estará estruturada para dar o apoio necessário ao parque industrial farmacêutico do Estado, que utiliza, hoje, recursos externos, prejudicando, fundamentalmente, o mercado interno. Ciente da importância da participação dos componentes em relação aos tópicos bioensaios e biotérios, o projeto integra atividades e instituições de diferentes regiões de Minas Gerais com os objetivos de eficiência na utilização de equipamentos e dos recursos humanos.