Fhemig prepara pessoal para tratar casos de pneumonia asiática
Fhemig prepara pessoal para tratar casos de pneumonia asiática
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) integra a Comissão de Vigilância Epidemiológica constituída pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para atender possíveis casos da Síndrome Aguda Respiratória Grave (SARS), doença identificada em 178 países e que atingiu mais de 2.300 pessoas, com registro de mais de 100 mortes. A Comissão acompanha a evolução da doença no mundo e está preparando técnicos para um possível enfrentamento da doença no Estado.
No Brasil ainda não há notificação de casos, mas acredita-se que a pneumonia asiática tenha possibilidade de chegar ao país como consequência do grande intercâmbio hoje existente no mundo. Até agora, a China é o país com maior número de doentes, com quase dois mil casos e 66 óbitos.
O período de incubação da doença é de dois a dez dias e as primeiras manifestações são febre alta de início súbito, calafrios, dor muscular e tosse seca. Em três ou quatro dias os pacientes apresentam dificuldade para respirar. Na maioria dos casos há melhoria nos sintomas a partir do sexto dia. Em cerca de 10% a 20% das pessoas atingidas há evolução para insuficiência respiratória aguda e desenvolvimento do quadro de Síndrome da Angústia Respiratória, exigindo encubação e ventilação mecânica. Nesta fase, a letalidade tenda a ser maior.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como caso suspeito e caso provável o paciente que tenha feito viagem para área de transmissão de SRAS nos últimos dez dias e que apresente febre alta associada aos sintomas respiratórias.
O caso suspeito ou provável da doença é de notificação compulsória e deve ser encaminhado aos hospitais Eduardo de Menezes, Júlia Kubitscheck, Alberto Cavalcanti e Centro Geral de Pediatria, da Rede Fhemig, em Belo Horizonte, que funcionam como Centro de Referência no Estado. O Hospital de Pronto Socorro de Venda Nova funcionará como unidade de retaguarda para internação de casos confirmados e que necessitem de cuidados intensivos.