Filme mineiro marca abertura da 27ª Bienal de São Paulo
Nesta quarta-feira (4), o longa-metragem “O Andarilho”, do mineiro Cao Guimarães, terá sua pré-estréia internacional na abertura da 27ª Bienal de São Paulo, que tem como tema “Como viver junto”. O filme, totalmente produzido com recursos da segunda edição do Filme em Minas, programa de estímulo à produção audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC), em parceria com a Cemig, teve destaque na capa do catálogo da Bienal e terá ainda exibições avant première ao longo do e...
BELO HORIZONTE (03/10/06) – Nesta quarta-feira (4), o longa-metragem “O Andarilho”, do mineiro Cao Guimarães, terá sua pré-estréia internacional na abertura da 27ª Bienal de São Paulo, que tem como tema “Como viver junto”. O filme, totalmente produzido com recursos da segunda edição do Filme em Minas, programa de estímulo à produção audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC), em parceria com a Cemig, teve destaque na capa do catálogo da Bienal e terá ainda exibições avant première ao longo do evento.
O documentário foi rodado em março de 2006 e registra a passagem de três andarilhos por uma estrada do Norte de Minas Gerais, a BR-521. Para Cao Guimarães, abrir uma bienal com um filme sobre solidão serve claramente para mostrar o outro lado da moeda. “A curadora da Bienal quis, de forma inteligente, abrir o evento com o contraponto temático da exposição. E nada melhor do que falar de como viver junto, falando de um ser isolado. O filme fala do oposto do tema da Bienal, do lado oposto de como é viver junto”, completa Cao.
Para a diretora de fomento à produção audiovisual da SEC, a opção por dar destaque ao filme, mostra o foco que o evento procura dar ao audiovisual. “Nesse sentido, o Filme em Minas, ao premiar em 100% o longa de Cao Guimarães, demonstra que está condizente com o olhar internacional para a realidade não somente do audiovisual, mas também da transdisciplinaridade que as artes têm assumido”, completa Anna Flávia.
O filme de Cao Guimarães será o único representante de Minas Gerais exibido dentro da programação de filmes da bienal, dos 39 filmes selecionados. “O Andarilho” é o segundo filme do cineasta mineiro da série Trilogia da Solidão. O primeiro foi a Alma do Osso que conta a história de um eremita que vive há mais de 40 anos em cavernas de Minas Gerais. Mas, para Cao, os dois filmes tratam da solidão de formas diferentes. “Enquanto o primeiro fala de uma solidão estática, porque um eremita nunca vai encontrar outro eremita, “O Andarilho” trata de uma solidão em que os personagens ainda podem ter a possibilidade de se cruzarem”, compara Cao.