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FJP divulga resultado da pesquisa Origem e Destino

FJP divulga resultado da pesquisa Origem e Destino

Quarta-feira | 16/07/2003 | 00:00·Atualizado em 24/06/2013 | 05:51
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A Fundação João Pinheiro (FJP), através de sua Escola de Governo, apresenta nesta quinta-feira, a partir das 13 horas, na Fundação João Pinheiro (Alameda das Acácias, 70, Pampulha), o resultado da pesquisa Origem e Destino. O estudo aborda as condições socio-econômicas e de transportes de Belo Horizonte e dos municípios que contemplam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), identificando variáveis tais como: identificação de demanda dos serviços urbanos básicos, renda, número de moradores por domicílios e região, tempo de moradia e outras variáveis.

Na ocasião, será entregue a imprensa um disquete contendo os principais resultados da pesquisa, entre eles: renda por municípios; dependência de trabalho e estudo por município; taxa de crescimento por município, por macrorregião; avaliação da satisfação do usuário com os meios de transportes; movimento diário da população externa flutuante na RMBH; motivos de deslocamentos de uma região para outra, entre outros.

A pesquisa teve início no ano de 2000 e envolveu aproximadamente mil pessoas. Foram entrevistadas cerca de 32 mil famílias, sendo 31 mil e 500 entrevistas domiciliares, cerca de 16 mil em Belo Horizonte e outras 3 mil no município de Contagem. Ainda, foram realizadas 7 mil entrevistas na rodoviária e 58 mil nas rodovias.

A pesquisa Origem e Destino foi desenvolvida em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Prefeitura de Belo Horizonte, com o DER, Cemig e, ainda, com apoio das prefeituras que compõem a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Além de apresentar o perfil populacional e de deslocamentos da região e da sua estrutura metropolitana, a pesquisa vai subsidiar a elaboração do Plano Metropolitano de Transportes e o Plano Diretor Metropolitano de Belo Horizonte.

Segundo o coordenador da pesquisa, José Moreira de Souza, para o sistema viário “a pesquisa é da maior relevância. Os dados apresentados na matriz permitirá reformatar o sistema de transporte e de trânsito. Será possível, por exemplo, identificar a satisfação ou não com o uso de transportes.”

Para o Plano Diretor, José Moreira destaca que o estudo será um instrumento com uma base de dados consistente, que permitirá uma visão da estrutura metropolitana. “Ou seja, será possível verificar onde estão as atividades/serviços, de que modo as pessoas demandam estas atividades; qual é o custo para se ter acesso a elas e naquelas como: emprego, escola, lazer, educação, compras, visitas, entre outras."

Outro destaque da pesquisa, fundamental para o Plano Diretor Metropolitano, é apresentado com informações que permitem conhecer a dinâmica de cada lugar da RMBH e as características das pessoas que buscam determinados lugares para se instalarem nela. É possível também, identificar as características urbanas da RMBH, como rede de água, esgoto, energia elétrica, telefone, celular, internet, as possibilidades de atendimento do serviço público e das redes de comunicação.

Segundo José Moreira, a pesquisa detectou que a maior renda por município é a de Nova Lima e Belo Horizonte fica com o segundo lugar. Os índices mais baixos referentes a dependência de trabalho e estudo por município foi verificada em Ibirité. Outro resultado apontado pela pesquisa é o progressivo esvaziamento da população e das atividades econômicas do centro de Belo Horizonte na área da Praça Sete. A cidade começa a se esvaziar a partir da Praça da Estação, na década de 70, e continua ao longo da década de 80 e de maneira significativa na década de 90. Por outro lado, o bairro São Lucas, próximo a Santa Casa, perde força como local de moradia, mas não perde em atividades econômicas.