Fruticultores discutem alternativas para reduzir perdas
BELO HORIZONTE (04/06/08) - As perdas na fruticultura mineira e os mecanismos para combater o problema são temas de palestra que será apresentada nesta quinta-feira (5), na Superagro 2008, às 16h10.
Estudo realizado entre agosto e dezembro do ano passado, junto a produtores e consumidores mineiros, aponta desperdício de cerca de 40% nas lavouras de banana nanica, banana prata e tomate.
Uma parceria entre a Ceasa Minas, a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas (Faemg), o Sebrae-MG, a Universidade Federal de Lavras e a Associação Mineira de Supermercados (Amis) avaliou as perdas na lavoura (contabilizadas por pequenos, médios e grandes produtores), na Feira Livre do Produtor da Ceasa e no varejo. Foram ouvidos cerca de 400 consumidores em sete sacolões e supermercados de portes variados.
Segundo o palestrante desta quinta-feira, Gustavo Costa de Almeida, do setor de Agroqualidade da Ceasa Minas, a "Avaliação de Perdas na Cadeia Comercial de Banana Nanica, Banana Prata e Tomate", tema do encontro, mostra que o problema concentra-se principalmente nas pontas da cadeia, ou seja, na produção e no varejo. As causas são várias: acondicionamento incorreto das frutas, manuseio dos produtos pelo consumidor, transporte inadequado, excesso de oferta e falta de planejamento dos produtores.
O estudo abrangeu os municípios de Nova União (a 70 quilômetros de Belo Horizonte, Onça do Pitangui (a 120 quilômetros da capital) e Jaíba (a 720 quilômetros de BH).
Segundo Almeida, é preciso intensificar o trabalho junto a universidades e
instituições de pesquisa para a realização de programas de treinamento que alcancem todo o Estado, com o objetivo de modificar a embalagem das frutas e conscientizar produtores e demais agentes do setor sobre as necessidades de planejamento e melhoria das condições de escoamento dos produtos.
Minas é o quarto maior produtor nacional de frutas, com cerca de 2,2 milhões de toneladas anuais. Os destaques ficam com as culturas de laranja, banana e abacaxi. O segmento emprega cerca de 225 mil pessoas e fatura, anualmente, cerca de R$ 1 bilhão.
Mais informações: www.superagro.ima.mg.gov.br