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Fundação João Pinheiro divulga pesquisa sobre RMBH

Fundação João Pinheiro divulga pesquisa sobre RMBH

Quinta-feira | 17/07/2003 | 00:00·Atualizado em 24/06/2013 | 05:40
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A pesquisa Origem e Destino divulgada nesta quinta-feira, da Fundação João Pinheiro (FJP), aponta que a área da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) onde a maior renda por família é no Belvedere III, região Sul da capital. Os rendimentos passam de 11 mil reais. A menor renda registrada é de 503 reais, em Nova União, região Noroeste da capital.

Segundo o coordenador da pesquisa, José Moreira de Souza, o Belvedere III é uma novidade e aponta para uma nova realidade. No passado, a população de classe alta tinha preferência pela residência horizontal. Realidade bem diferente, hoje, no Belvedere, cuja preferência tem demonstrado ser pela verticalização, com um novo padrão, que são os condomínios”.

A pesquisa detectou, também, que a maior renda, por município, é a de Nova Lima, com Belo Horizonte ficando em segundo lugar. Os índices mais baixos, referentes à dependência de trabalho e estudo, por município, foi verificada em Ibirité.

Outro resultado apontado pela pesquisa é o progressivo esvaziamento, da população e das atividades econômicas, do centro de Belo Horizonte, em especial na área da Praça Sete. A cidade começa a se esvaziar a partir da Praça da Estação, na década de 70, e continua ao longo da década de 80 e, de maneira significativa, na década de 90. Por outro lado, o Bairro São Lucas, próximo ao Hospital Santa Casa, perde força como local de moradia, mas não diminui as atividades econômicas.

Transportes

Os dados que analisam o transporte urbano mostrou que 42,1% da população de Belo Horizonte está satisfeita com o transporte coletivo. Em contrapartida, 44, 7% não estão satisfeitos. Foi verificado, ainda, que 95% da população de Belo Horizonte têm os pontos de ônibus há 500 metros de suas casas, enquanto 60% estão a 100 metros.

O coordenador da pesquisa, José Moreira de Souza, observa que o fato de 44,7% estar insatisfeitos implica em fatores tais como a segurança, condições da via, engarrafamento do trânsito, condições internas do ônibus, tempo de velocidade. E, segundo ele, são aspectos que devem ser melhorados e cobrados pela sociedade.

A pesquisa durou dois anos, com um custo de um milhão e trezentos mil reais. Foram entrevistadas 32 mil famílias, sendo 31 mil e 500 entrevistas domiciliares, com 16 mil em Belo Horizonte e outras 3 mil no município de Contagem. Foram feitas também 7 mil entrevistas na Rodoviária e 58 mil nas rodovias.

O estudo teve por objetivo analisar as condições condições socioeconômicas e de transportes de Belo Horizonte e dos municípios que contemplam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). As variáveis contempladas foram identificação de demanda dos serviços urbanos básicos, renda, número de moradores por domicílios e região, tempo de moradia e outras variáveis, que servirão de base para as políticas públicas de Belo Horizonte e Região Metropolitana.