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Funed promove exposições sobre personalidades brasileiras

Quarta-feira | 04/06/2008 | 16:20·Atualizado em 26/06/2013 | 08:39
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BELO HORIZONTE (04/06/08) - A Fundação Ezequiel Dias (Funed) abre, a partir deste mês de junho, exposições sobre personalidades de destaque na saúde pública, política e ciência de Minas Gerais e do Brasil. A seleção de fotos e documentos de época estará aberta à visitação no Centro de Informação Científica, Histórica e Cultural (Ceninf) da Funed, localizado à Rua Conde Pereira Carneiro, 80 – Gameleira, em Belo Horizonte. O projeto “Olhar do Ceninf” estréia contando a história do próprio fundador da Instituição, na mostra “Ezequiel Dias - o homem, cientista e poeta”, que fica exposta até o dia 27 de junho.

As trajetórias profissionais desses grandes vultos, que marcaram também a construção da Fundação Ezequiel Dias, serão exibidas durante um mês. Os próximos homenageados serão o médico, professor e pesquisador Octávio Magalhães, que dá nome a uma das diretorias da Funed; o também médico e ex-presidente da Associação Médica de Minas Gerais Lívio Renault; o pesquisador Antônio Augusto Tupynambá; o fundador da Diretoria de Pesquisa da Funed, Carlos Ribeiro Diniz; o primeiro diretor da fábrica de medicamentos da Funed, Paulo Freire; o professor e pesquisador Amílcar Vianna Martins e a pesquisadora Agostinha Rabelo.

De acordo com a bibliotecária Anna Maria Leite, coordenadora do Ceninf, o projeto é uma vitória contra o esquecimento e uma fonte de conhecimento para pensar o presente. “A Funed, por meio desse trabalho, ajuda a identificar, reunir, tratar e disponibilizar coleções documentais de personalidades da saúde pública e ciências biomédicas. Essa documentação gera referências, cria identidades, recupera trajetórias que são o substrato para a construção de sentidos”, explica Anna.

Ezequiel Caetano Dias

A Funed completou 100 anos em agosto de 2007. A trajetória vitoriosa da instituição começou com Ezequiel Caetano Dias, discípulo da Escola de Oswaldo Cruz. Ele nasceu em Macaé, estado do Rio de Janeiro, no dia 11 de maio de 1880. Cursou Farmácia e Medicina. Ainda como acadêmico, dividia o tempo entre o estudo, na Faculdade de Medicina, e o trabalho no Instituto de Manguinhos, hoje Fiocruz. Em 1902, após uma crise político administrativa no governo, Ezequiel Dias, recém-formado, volta ao seu trabalho no Instituto Soroterápico de Manguinhos, onde continuou a realizar suas pesquisas e aprofundar seus estudos nas técnicas microbiológicas, ao lado de seu mestre Oswaldo Cruz. Em 1904, fez parte de uma comissão para efetuar pesquisas sobre o beribéri e, em 1905, seguiu para o Maranhão, como diretor de higiene e do laboratório bacteriológico. Ezequiel Dias instalou completo laboratório de pesquisas e orientou, pelos ensinamentos experimentais, os serviços de higiene pública naquele estado. Viajou já com a doença que seria o seu algoz: a tuberculose.

Em 1907, foi convidado por Oswaldo Cruz para fundar, em Belo Horizonte, uma filial do Instituto Manguinhos. Inaugurava-se, em 3 de agosto do mesmo ano, a filial do Instituto Oswaldo Cruz em Belo Horizonte, na qual Ezequiel Dias assumiu o cargo de médico e diretor do estabelecimento. Participou ativamente da vida acadêmica na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais como professor de microbiologia. Em 22 de outubro de 1922, faleceu em conseqüência da tuberculose e, em reconhecimento ao seu trabalho, a então filial passou a se chamar Instituto Ezequiel Dias.

A Funed, hoje ligada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, se tornou uma das instituições mais importantes do Brasil. Especialmente nos últimos cinco anos, a Fundação bateu recordes históricos na produção de medicamentos e na oferta de serviços referentes à vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, além de ser destaque nacional em saúde pública.