Governador inaugura nova fábrica da Camargo Corrêa
Governador inaugura nova fábrica da Camargo Corrêa
O governador Aécio Neves inaugura, em Ijaci (Sul de Minas), nesta sexta-feira, a nova fábrica de cimentos do grupo Camargo Corrêa, a terceira em Minas Gerais. A empresa investiu R$ 350 milhões (incluindo R$ 12 milhões financiados pelo BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) na nova unidade, que vai gerar 100 empregos diretos e 200 indiretos e, no primeiro ano de operação, permitirá a arrecadação de R$ 17 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A inauguração da nova fábrica da Camargo Corrêa Cimentos, fabricante dos tradicionais cimentos Cauê, vai representar um acréscimo de quase 50% na capacidade de produção da empresa, que já detém 8% do mercado nacional, em 2002.
A fábrica de Ijaci terá uma capacidade de 2 milhões de toneladas/ano, somando-se à capacidade atual de 4,3 milhões de toneladas/ano das suas quatro unidades: duas em Minas Gerais - Pedro Leopoldo (Região Metropolitana de Belo Horizonte) e Santana do Paraíso (Alto Rio Doce) – uma em São Paulo e outra no Mato Grosso do Sul.
Com isso, mais da metade da produção da Camargo Corrêa Cimentos deve se concentrar em Minas Gerais. A escolha de Ijaci se deve à sua posição estratégica, está a cerca de 300 quilômetros dos principais mercados do País: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A inauguração da fábrica vai provocar um impacto na economia regional, por exemplo, com a instalação de um centro de serviços em Lavras, com oficinas, restaurantes e terminais de banco, entre outros, a cerca de 30 quilômetros da fábrica. O Grupo Camargo Corrêa atua em mais de dez áreas de negócios, como engenharia, construção, energia, ambiente e indústria têxtil. Desde 1997, já foram investidos mais de US$ 600 milhões no setor de cimento.
Meio Ambiente
A unidade de Ijaci incorpora novas tecnologias de automação, economia de energia e redução do impacto ambiental. Seu consumo de energia será de cerca de 15% a menos do que o de uma fábrica do mesmo porte, graças à construção de uma torre de 140 metros de altura (o equivalente a um prédio de 45 andares), onde será feito o pré-aquecimento das matérias-primas antes de sua entrada no forno. Além disso, foram instalados 136 filtros de controle de emissão de poluentes.
Na área de automação, será utilizado pela primeira vez no Brasil um robô integrado à linha de produção que auxiliará no controle de qualidade. Serão também eliminadas as filas de espera de caminhões no portão da fábrica, com a disponibilização de um cartão com código de barras aos motoristas. Assim, ele será chamado na hora do carregamento e, quando sair da fábrica, o cliente já saberá a hora prevista para a entrega.
O transporte dos insumos até a fábrica e da produção até os mercados consumidores será feito por um sistema integrado de ferrovia e rodovias, operado por um consórcio formado pela CVRD (Cia. Vale do Rio Doce) e pela Cesa Logística. O contrato da Camargo Corrêa Cimentos com o consórcio tem o valor estimado de R$ 250 milhões e duração de cinco anos.