Governo avalia rumos do programa do algodão
Governo avalia rumos do programa do algodão
Avaliar os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelo governo de Minas para estimular a produção de algodão, com o objetivo de alcançar a auto-suficiência do produto em pluma no Estado até 2006. Este é um dos temas do Encontro Técnico do Programa Mineiro de Incentivo à Cotonicultura (Proalminas), que será realizado no dia 11, a partir das 10 horas, na sede da Epamig, em Belo Horizonte.
A reunião será presidida pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Odelmo Leão, e contará com a presença de técnicos da Superintendência de Economia Agrícola da Secretaria, da Emater, Epamig e IMA, além de representantes da diretoria da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa).
O secretário, com base em dados do Proalminas, considera que o programa tem condições de atender expectativas do governo estadual. Ele explica que a busca de uma safra da ordem de 150 toneladas do produto em pluma consta do programa de Aécio Neves para o fortalecimento do agronegócio por meio da agregação de valor à produção agrícola. “A Seapa cumpre o seu papel organizando a produção e fornecendo o apoio tecnológico por intermédio de suas empresas”, acrescenta Odelmo Leão.
De acordo com levantamento do Proalminas, que é gerenciado pela Secretaria de Agricultura e suas vinculadas (Emater, Epamig, IMA e Ruralminas), a área plantada na safra 2003/2004, em Minas, foi de 49.505 hectares, com crescimento de 45% em relação ao período anterior, e a safra prevista do produto em pluma ficará em torno de 42 mil toneladas, ou 45% maior que a anterior.
Mais tecnologia
Durante o Encontro Técnico do Proalminas, serão analisadas também as exigências de qualidade do mercado têxtil e os instrumentos de que dispõe o setor de algodão para se ajustar às normas da indústria e ganhar competitividade. Entre os temas incluídos nessa parte do programa estão a classificação e certificação de origem do produto.
Os técnicos analisarão também a recuperação da cotonicultura nas áreas tradicionais do Estado, destacando a agricultura de alta tecnologia no Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste Mineiro e a agricultura familiar para o Centro/Norte de Minas Gerais. O grande avanço da cotonicultura no Triângulo, Noroeste e Alto Paranaíba é resultado da utilização de alta tecnologia nos cultivos. Nessas regiões, um grupo de 50 produtores responde por cerca de 80% da produção mineira trabalhando em 36.100 hectares. São classificados como grandes e médios, trabalham com sementes selecionadas, boa mecanização e investem no planejamento e assistência técnica.
No Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, 2.400 produtores, espalhados em 17 municípios, cultivam o algodão em 13.400 hectares. Nessas áreas, o Proalminas vai atuar de forma diferente, enfatizando a importância da assistência técnica e da organização dos produtores, temas incluídos na pauta da reunião que será realizada pelo Proalminas.
Os técnicos vão analisar também a integração do programa com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão, municípios e indústrias têxteis. Será discutido ainda o apoio técnico da Embrapa e financeiro do Ministério da Agricultura, por intermédio da Delegacia Federal em Minas, e a atuação do Fundo de Desenvolvimento da Cotonicultura Mineira (Algominas), que dispõe de orçamento de R$ 1 milhão, originados de uma parte da desoneração fiscal tributária concedida pelo governo Aécio Neves às indústrias têxteis de Minas.