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Notícia

Governo de Minas define ações de prevenção às cianobactérias

Quarta-feira | 03/10/2007 | 20:02·Atualizado em 23/05/2013 | 11:22
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BELO HORIZONTE (03/10/07) – A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) reuniu nesta quarta-feira (3) todos os órgãos envolvidos no planejamento de ações de prevenção para o caso de ocorrência de situações de emergência em locais onde se constatar concentração em níveis elevados de cianobactérias, também conhecidas como algas azuis. Até o momento não há nenhum registro de caso de intoxicação no Estado de Minas Gerais.

O encontro definiu ações de monitoramento da qualidade da água e de pescados, acompanhamento de populações ribeirinhas, atendimento e orientação às cidades que possuem sistema de abastecimento de água autônomo, bem como o acompanhamento por parte da Copasa de sistemas de abastecimento em suas áreas de concessão, entre outras iniciativas. Participaram da reunião os órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema), Secretarias de Estado da Agricultura e da Saúde, Copasa, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

O Sisema informa que, no último dia 26 de setembro, a Superintendência de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas acionou a Gerência de Atendimento à Emergência Ambiental, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), e enviou alerta sobre alteração da cor das águas do rio São Francisco, a partir do encontro com seu afluente, rio das Velhas.

Imediatamente, a Feam enviou dois técnicos para Montes Claros. Paralelamente a isso, um técnico do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) foi acionado para percorrer as cidades de Januária, São Francisco e Maria da Cruz e coletar amostras da água que foram encaminhadas para análise na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

Os técnicos da Feam percorreram a margem do rio das Velhas a fim de detectar a possível fonte de contaminação. Nos trechos vistoriados, o rio apresentava coloração verde e presença de algas e de aguapés em grandes quantidades, principalmente próximo ao remanso. Outros dois técnicos sobrevoaram de helicóptero o local com o mesmo objetivo. Constataram igual situação no trecho entre Curvelo e Lagoa Santa.

Pela avaliação realizada, não foi possível determinar o ponto exato do início da contaminação. Mas, aparentemente, a coloração esverdeada teria começado a surgir nas proximidades do município de Curvelo.

Conforme levantamento feito junto aos moradores da região, fenômeno deste tipo vem acontecendo desde 1995, sem causar mortandade de peixes. Mas, a cada ano a intensidade é maior no período de seca.

De acordo com avaliação de resultados preliminares das amostras coletadas, a alteração de cor no trecho da bacia é provocada pela floração de cianobactérias. Tais bactérias, segundo especialistas, estariam se reproduzindo em contato com os poluentes despejados naquela bacia com grande concentração de nutrientes, principalmente fósforo. Neste ano, o fato foi agravado pela ausência de chuvas na região, baixa profundidade das águas e altas temperaturas, provocando dificuldade de diluição dos nutrientes, além da redução da vazão que faz aumentar a concentração em pontos localizados.

Saúde

O contato direto da pele com as cianobactérias pode provocar irritação ou erupções, inchaços dos lábios, irritação dos olhos e ouvidos, dor de garganta e inflamações nos seios da face e asma. Beber água contaminada pode causar náuseas, vômitos, dores abdominais, complicações no fígado e fraqueza muscular.

A pessoa que apresentar qualquer sintoma eventualmente identificado como de origem por contato com a cianobactéria deve procurar o sistema de saúde pública, que se encontra preparado para orientações e tratamento. Nas regiões onde se constatar este problema a população deve interromper o consumo de pescados. É importante lembrar que a fervura da água contaminada não elimina as principais toxinas.