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Governo de Minas discute propostas de políticas públicas para a mulher negra durante conferência

Sexta-feira | 05/08/2011 | 17:36·Atualizado em 09/06/2013 | 23:22
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BELO HORIZONTE (05/08/11) - As desigualdades sociais e econômicas enfrentadas pela mulher negra foram discutidas em Belo Horizonte, nessa quinta-feira (4), na 1ª Conferência Temática de Mulheres Negras do Estado. Especialistas e militantes da causa se uniram ao Governo de Minas para elaborar propostas de políticas públicas destinadas à mulher negra. O objetivo é levar as ideias à Conferência Estadual da Mulher, que acontece entre os dias 17 e 19 de outubro em Belo Horizonte e, posteriormente, para o encontro nacional, a ser realizado em Brasília (DF).

O encontro foi promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), por meio das coordenadorias: Especial de Políticas de Igualdade Racial (Cepir) e de Políticas Públicas para Mulheres. “Essa primeira conferência mostra que o Estado está assumindo a responsabilidade de discutir uma política voltada para a mulher negra”, destacou o responsável pela Cepir, Clever Machado.

As temáticas sobre educação, igualdade de gêneros, saúde, violência e inserção da mulher negra no mercado de trabalho acirraram as discussões entre os cerca de 40 participantes. Ao questionar a abordagem da mulher negra na mídia, uma das palestrantes, a coordenadora Nacional do Centro de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira, Célia Gonçalves de Souza, observou que “a primeira novela global que teve uma protagonista negra chamava-se “Cor do Pecado”. Ela fez a referência para questionar a sexualidade remetida à mulher negra, segundo ela, de uma forma negativa.

A presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rita de Sapucaí, no Sul de Minas, Maria Rosângela Lopes (primeira mulher e negra a assumir o cargo), e a coordenadora Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Adalete Pacheco, completaram o ciclo de palestras.

Na oportunidade, a coordenadora especial de Políticas Públicas para Mulheres, Eliana Piola, ressaltou que as ações devem ser pensadas amplamente. “O recorte de gênero contempla todas as mulheres: brancas, negras, lésbicas. De certa forma, é preciso atenção às peculiaridades e à discriminação porque é preciso ter a visão de uma dívida a ser resgatada. Mas o mais importante é não fragmentar as políticas destinadas à mulher”, enfatizou.

Conferência Estadual da Mulher

A III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres será realizada pela Sedese, em parceria com o Conselho Estadual da Mulher (CEM). As propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, o fortalecimento da autonomia econômica, social e cultural, a erradicação da extrema pobreza e a garantia da plena cidadania serão os principais temas a nortearem a conferência.