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Governo de Minas Gerais investe em educação diferenciada

Segunda-feira | 02/07/2007 | 16:57·Atualizado em 17/06/2013 | 18:00
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BELO HORIZONTE (02/07/07) – Nesta quarta-feira (4) não haverá aula nas escolas estaduais porque os professores, diretores e especialistas vão analisar os boletins baseados nos resultados das avaliações externas e elaborar um Plano de Intervenção Pedagógica com base nos resultados do desempenho dos alunos. As escolas que apresentaram bons resultados podem desenvolver ações para melhorar ainda mais e as que não se saíram bem devem estabelecer ações para elevar o desempenho dos alunos.

O Guia para organização do Plano de Intervenção Pedagógica já está disponível para consulta no endereço eletrônico do Centro de Referência Virtual do Professor (http://crv.educacao.mg.gov.br). No dia 7 de julho, o plano será apresentado para os pais e responsáveis que, ao participarem, contribuem para o sucesso escolar dos filhos.

A partir de agosto, o plano será colocado em prática nas escolas, com apoio das superintendências regionais de ensino, que vão acompanhar e monitorar o desenvolvimento das práticas nas escolas. Todas as 3.920 escolas estaduais vão participar. Muitas redes municipais do interior de Minas também aderiram ao projeto.

Minas está implantando uma nova prática pedagógica com base nos resultados das avaliações. Tradicionalmente, esses resultados são mostrados como ranking e não como uma ferramenta pedagógica. Os educadores vão trabalhar a partir dos resultados das avaliações estaduais - Programa de Avaliação da Rede Pública da Educação Básica (Proeb) e do Programa de Avaliação do Ciclo Básico de Alfabetização (Proalfa).

Metas

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) definiu metas para elevar o desempenho dos alunos em curto prazo. A primeira é garantir que toda criança esteja lendo e escrevendo até os oito anos de idade. A segunda é elevar os índices de aprendizagem em todos os níveis de ensino apresentando resultados cada vez melhores nas avaliações externas estaduais e federais e a reduzir as diferenças regionais.

Para encarar esses desafios, vários programas, projetos e ações são desenvolvidos pela SEE. Na fase de preparação dessa nova prática de apropriação dos resultados das avaliações pelas escolas, a Secretaria de Educação realizou o III Congresso Estadual de Alfabetização, no mês de maio, em Belo Horizonte, que reuniu quase três mil professores e especialistas das escolas estaduais e representantes de prefeituras municipais que oferecem os anos iniciais do ensino fundamental. Durante três dias, foram apresentados e discutidos os resultados das avaliações externas como âncora do processo de planejamento focado no desempenho dos alunos.

Também foram realizados, em junho, 35 encontros regionais para difundir as informações e conclusões do Congresso de Alfabetização, além de preparar as escolas para as atividades do dia 4 de julho. Participaram mais de 12 mil diretores, especialistas de escolas, secretários municipais de Educação, representantes de instituições de ensino superior e técnicos da Secretaria de Estado de Educação.

Avaliações

Em Minas Gerais, cerca de 90% das crianças e jovens (4,6 milhões de alunos) estão matriculados nas escolas da rede pública, seja municipal ou estadual. Estes números mostram o tamanho da responsabilidade do poder público para o sucesso dos estudantes do ensino básico.

A rede pública de ensino de Minas Gerais tem posição consolidada entre os demais estados do Brasil nas avaliações nacionais. Os resultados quase sempre colocam Minas entre os três primeiros lugares, com destaque para a 4ª série do ensino fundamental, que no ranking brasileiro está sempre em primeiro ou segundo lugar.

O desempenho dos alunos nessa série é crescente ao longo do tempo e pode ser constatado em todas as avaliações externas nacionais e estaduais, sem dúvida, um reflexo das políticas públicas do governo estadual para a educação como a implantação do ensino fundamental de nove anos em 100% das redes públicas estadual e municipais de ensino. Minas Gerais é pioneiro nessa proposta, saindo na frente dos demais estados brasileiros. Os resultados das avaliações mostram avanços significativos, mas é possível melhorar. As escolas de Minas podem fazer a diferença.