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Notícia

Governo de Minas investe em pólo acrílico na região metropolitana

Foi realizado nesta quarta-feira (26), em Belo Horizonte, o “Fórum Complexo Acrílico – Novas oportunidades para Minas”. O objetivo do evento foi divulgar, atrair novas empresas potenciais clientes do Complexo Acrílico e ampliar a perspectiva de fortalecimento da cadeia petroquímica no Estado de Minas Gerais.

Quarta-feira | 26/04/2006 | 16:23·Atualizado em 01/07/2013 | 07:18
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BELO HORIZONTE (26/04/06) – Foi realizado hoje, em Belo Horizonte, o “Fórum Complexo Acrílico – Novas oportunidades para Minas”. O objetivo foi divulgar, atrair novas empresas potenciais clientes do Complexo Acrílico e ampliar a perspectiva de fortalecimento da cadeia petroquímica em Minas.

“O Governo de Minas vai buscar investidores e parceiros a fim de ter uma cadeia produtiva completa ao redor do Complexo Acrílico - que a Petrobras vai implantar na Refinaria Gabriel Passos (Regap) – e assim criar um novo pólo industrial no Estado.” A afirmação foi feita pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Wilson Nélio Brumer, durante o fórum. Na ocasião, Brumer anunciou que “está em estudo pelo Banco de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (BDMG) a criação de uma linha de crédito específica para o Pólo Acrílico.”

O Complexo Acrílico, com investimentos de US$ 507 milhões, será implantado em Ibirité, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em terreno junto à Regap. A planta de acrílico será a primeira do país e da América Latina. Ela visa a substituição de importações e fornecimento de ácido acrílico e seus derivados para o mercado nacional, com início de operação previsto para janeiro de 2010.

Com a previsão de uma receita bruta de US$ 220 milhões ao ano para a Petrobras, o Complexo deverá atender aos mercados do Sudeste do Brasil e dos países do Mercosul. Para a estatal de petróleo é um grande negócio: o propeno, a matéria-prima de onde derivam os acrílicos, é consumido hoje na forma de gás de cozinha e seu valor de mercado nesse estado é mínimo. Separando-o do gás e vendendo-o para fazer o acrílico, a Petrobras aumentará o seu valor em cerca de 400 vezes.

Serão produzidos anualmente 160 mil toneladas de ácido acrílico, 100 mil toneladas de ácido acrílico glacial, 110 mil de Polímero Super Absorventes (SAP) e 95 mil toneladas de acrilato, a partir de 105 mil toneladas de propeno fornecidos pela Regap.

Um mínimo de US$ 150 milhões deverão ser faturados anualmente pelas indústrias de terceira e quarta geração que deverão se instalar na Região Metropolitana de Belo Horizonte para transformar os acrilatos em produtos finais. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico calcula que até mais de uma centena de empresas virão a se instalar na região.

Os acrilatos, derivados do ácido acrílico, são utilizados nas formulações de tintas acrílicas, na indústria têxtil, no setor de ceras e polimentos, revestimentos de cabos e fios, tubos para proteção de eletroeletrônicos, detergentes, aplicações médicas, baterias elétricas, fraldas descartáveis para recém-nascidos e para uso geriátrico, além de absorventes femininos.

Logística

Ao abordar o tema “Implementação do Complexo Acrílico junto à Regap e seu impacto no desenvolvimento de Minas Gerais”, o gerente-geral da Regap João Ricardo Barusso Lafraia revelou também que, de agora até 2012, a empresa deve investir outros US$ 600 milhões na Regap.

Lafraia lembrou que Minas foi escolhida para sediar a nova unidade porque, além da área disponível na Regap, garante aos parceiros ótima logística com rodovias para São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Distrito Federal.

O gerente-geral da Regap destacou ainda que estão sendo firmados convênios com as prefeituras e com centros de qualificação do Estado para treinamento da mão-de-obra local. Durante as obras deverão ser gerados até quatro mil empregos e quando entrar em operação, o complexo criará mais 300 empregos diretos somente na primeira e segunda geração (propeno e ácidos acrílicos). E milhares de outros nas empresas de terceira e quarta geração da cadeia, a de produtos finais.

O Fórum atraiu cerca de 50 empresas, que participaram da rodada de negócios. Além de mostrar as ferramentas do Estado para transformar o projeto do pólo em uma cadeia produtiva efetiva, os técnicos do Indi, BDMG e Petrobras mostraram aos empresários as possibilidades de negócios e as oportunidades em torno do Complexo Acrílico, com custo reduzido de transporte e logística.

Além do secretário de Desenvolvimento Econômico, participaram do evento o diretor da Petroquisa Patrick Horbach Fairon, o vice-presidente da Fiemg Olavo Machado Jr, o presidente do BDMG Romeu Scarioli e o secretário de Agricultura e presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi) Marco Antônio Cunha.

Agência Minas

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