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Notícia

Governo distribui sementes e aves para 57 mil agricultores do Norte de Minas

Cerca de cinquenta e sete mil famílias de pequenos produtores rurais do Norte de Minas estão sendo contempladas com o recebimento de 164,3 toneladas de sementes de feijão, milho e sorgo para plantio. A distribuição dos insumos faz parte do Programa Minas Sem Fome, possibilitando aos produtores produzir de alimentos após o período das chuvas.

Terça-feira | 25/10/2011 | 13:19·Atualizado em 15/06/2013 | 04:47
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BELO HORIZONTE (25/10/11) - Cerca de cinquenta e sete mil famílias de pequenos produtores rurais do Norte de Minas estão sendo contempladas com o recebimento de 164,3 toneladas de sementes de feijão, milho e sorgo para plantio na região do semiárido. A distribuição dos insumos iniciada neste mês faz parte do Programa Minas Sem Fome, implementado pelo Governo de Minas objetivando possibilitar aos produtores rurais a produção de alimentos que lhes garantam sobrevivência no decorrer do próximo ano, principalmente após o término do período das chuvas que vai de novembro a março. Além da distribuição de sementes, os agricultores também estão sendo contemplados com a implementação de programas voltados para o incremento da avicultura e cultivo de hortas.

O gerente regional da Emater em Montes Claros, Ricardo Demicheli, avalia que pelo fato da distribuição das sementes já ter sido iniciada antes da intensificação do período chuvoso, o plantio das lavouras deverá ser concluído na primeira quinzena de novembro, dentro do prazo previsto. Neste mês foi iniciada a distribuição de 42 mil 500 quilos de sementes de feijão a seis mil famílias. Outros 12 mil agricultores serão contemplados com o recebimento de 120 toneladas de sementes de milho, enquanto outro grupo de 500 produtores rurais está recebendo 1,8 mil quilos de sementes de sorgo.

Mesmo também sendo utilizado na alimentação humana, o plantio de sorgo na região do semiárido é destinado principalmente para a produção de silagem, que é utilizada como reserva estratégica para alimentação de animais na época da seca.

Ricardo Demicheli afirma que através do Programa Minas Sem Fome o Governo de Minas, por meio da Emater, “implementa um trabalho de fundamental importância para a melhoria da produção agropecuária no Norte de Minas, aplicando-se o princípio da reprodução de sementes com alto valor genético. Esta iniciativa assegura a produção de alimentos não só para o consumo no decorrer do ano, como também a multiplicação das sementes para o plantio das próximas safras”, ressalta Demicheli.

Diversificação

Além do incremento da produção de grãos, o Programa Minas Sem Fome também está viabilizando a diversificação da produção agrícola, através de investimentos na melhoria genética da produção de aves e incentivo à produção de hortaliças nas comunidades rurais.

Por meio do programa de incremento da avicultura, neste ano 2,5 mil famílias serão contempladas com o recebimento de 20 aves de alto padrão genético, além de um saco de ração inicial para alimentação dos animais e um saco de ração de crescimento. As aves de porte e postura vão garantir às famílias dos pequenos agricultores a produção de carne e de ovos que, além de possibilitar a melhoria da qualidade da alimentação familiar, viabilizará a a geração de renda através da comercialização do excedente .

Por outro lado, ainda por meio do Programa Minas Sem Fome, 1,8 mil famílias serão beneficiadas pelo Programa Pró-Pomar, através do qual a Emater distribui fertilizantes e dez mudas de árvores frutíferas e cítricas. Com a formação de pequenos pomares, o programa visa possibilitar às famílias dos agricultores a melhoria da qualidade da alimentação, bem como, a médio prazo, a constituição de uma nova alternativa de renda com a venda do excedente da produção.

Com previsão de envolver 36 mil famílias, o Governo do Estado vai implementar também o Programa Pró-Horta. Além de assistência técnica da Emater, cada família receberá um kit de seis envelopes de sementes de hortaliças. Ricardo Demicheli avalia que “o impacto dessa iniciativa na melhoria da qualidade de vida da população é bastante significativa, levando-se em conta que as famílias dos agricultores passam a consumir uma boa variedade de produtos orgânicos, de alto valor nutritivo e a baixo custo”.