Governo do Estado defende participação das cidades médias e de menor porte nas agendas globais
Agência RMBH e Assessoria de Relações Internacionais representam a administração estadual em Quito, no Equador, durante a conferência Habitat III
Referências internacionais estão juntas, nesta semana, em Quito, no Equador, para discutir, entre outros tópicos, paradigmas da internacionalização de estados e municípios. O encontro ocorre na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Sustentável (Habitat III), com o objetivo de envolver diversos países nas discussões para construção da Nova Agenda Urbana Mundial.
Com a missão de compartilhar experiências da gestão estadual, o Governo de Minas Gerais está representado pela diretora-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Agência RMBH), Flavia Mourão, e pelo assessor de Relações Internacionais do Governo, Hugo Salomão.
Antes de embarcar para Quito, eles participaram, de 12 a 15 de outubro, da V Cúpula Mundial de Líderes Locais e Regionais, organizado pela Rede Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), em Bogotá, na Colômbia. A Cúpula reuniu mais de 5.000 representantes de cidades, metrópoles e regiões, a sociedade civil, empresas e academia de todo o mundo para trocar pontos de vista com os seus colegas e parceiros internacionais.
"Governos subnacionais são fundamentais para que metas e compromissos universais, assumidos pelos respectivos países, sejam de fato alcançados, como é o caso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e o Acordo de Paris, resultante da COP21, que versa sobre as mudanças climáticas", defendeu o assessor de Relações Internacionais do Governo, Hugo Salomão.
Naquele encontro, ainda foi aprovada uma posição conjunta para apresentação na Habitat III, postulando maior participação dos governos locais na 'mesa global' de negociação sobre a Nova Agenda Urbana. Segundo a diretora-geral da Agência RMBH, Flavia Mourão, "questões globais relevantes como desenvolvimento econômico, mudanças climáticas, migrações populacionais e conflitos sociais acontecem nas cidades e dependem também dos governos locais para serem abordadas. Por isso, os governos locais e subnacionais precisam participar do processo de tomada de decisões das diretrizes e recomendações mundiais", ressaltou.