Governo inicia segunda etapa do “Fica Vivo”
Governo inicia segunda etapa do “Fica Vivo”
O governador Aécio Neves dá início, nesta quarta-feira (03), às 14 horas, à implantação do Programa de Controle de Homicídios "Fica Vivo" em mais duas áreas de risco social em Belo Horizonte - as regiões do Cabana Pai Tomás e Alto Vera Cruz/Taquaril, com a realização de oficinas, no Palácio das Artes, para formação de agentes comunitários que participarão do projeto. Durante dois dias, cerca de 100 membros dessas comunidades debaterão a violência na capital mineira e formas de desenvolvimento social da população das áreas de risco, tendo como foco a cultura e a juventude.
O "Fica Vivo", já implantado no Aglomerado Morro das Pedras/Ventosa, é uma das ações do governo do Estado que têm obtido melhor êxito na redução dos índices de violência em Minas Gerais ao aliar ações repressivas e preventivas. No Morro das Pedras, onde o programa está sendo ampliado, ele reduziu em 40% o número de homicídios na região entre agosto de 2002 a agosto de 2003. A partir do segundo semestre, o "Fica Vivo" será estendido para Contagem, Betim e Santa Luzia.
Seminário e Oficinas
Promovido pela Secretaria de Defesa Social, o seminário que começa nesta quarta-feira tem o objetivo de apresentar às comunidades das áreas de risco de Belo Horizonte, principalmente para aquelas onde o programa de controle de homicídios está sendo implantado, a metodologia do "Fica Vivo", iniciando o treinamento dos agentes que atuarão no projeto.
O programa "Fica Vivo" reúne um conjunto de ações preventivas realizadas em parceria com entidades comunitárias e organizações não-governamentais aliadas a ações de repressão ostensiva nas áreas. Equipes de policiais são mantidas permanentemente nos locais em contato direto com a comunidade. Fazem parte deste programa ações estratégicas de prevenção, realizadas com crianças e jovens entre 12 e 21 anos, que incluem cadastramento e identificação dos adolescentes, inclusive aqueles que estão de alguma forma envolvidos com a criminalidade, encaminhando-os para atendimentos específicos quando necessário. São realizadas também oficinas de saúde, cultura, comunicação, esportes e inclusão produtiva (cursos profissionalizantes), consideradas o carro chefe do "Fica Vivo", além da implementação do Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd).
Cultura
No seminário de abertura, que contará com a presença do governador Aécio Neves, o tema debatido será "A cultura, a juventude e o enfrentamento da violência nas comunidades". Representantes de grupos de Minas e do Brasil darão depoimentos sobre experiências vitoriosas em afastar jovens em situação de risco social da criminalidade através da projetos culturais.
Entre os debatedores, estarão os integrantes dos grupos culturais Tambolelê, Berimbrown, Corpo Cidadão (braço social do Grupo de Dança Corpo) e Arautos do Gueto, que vieram e/ou atuam em regiões de Belo Horizonte. Como convidados especiais, estarão presentes os integrantes do grupo musical carioca Afro Reggae, que já desenvolve um trabalho social de combate à violência junto à comunidade de Vigário Geral, no Rio de Janeiro desde 1993, após a chacina que ocorreu na favela. Às 19h30, no foyer do Palácio das Artes, acontecerá o lançamento do livro "Da Favela ao Asfalto", do escritor José Júnior, integrante do Afro Reggae.
Regionais
Nesta quinta-feira(4), segundo dia do evento, acontecerão oficinas para os gestores do "Fica Vivo" com o tema "Gestão Comunitária de Problemas Relacionados à Violência". Serão dois grupos de debates, cada um com 50 pessoas. O primeiro envolvendo os agentes que atuam nas comunidades do Alto Vera Cruz e Taquaril, ambas na região Leste de Belo Horizonte; e o segundo grupo composto pelos agentes que atuam junto às comunidades da Cabana, Ventosa e Morro das Pedras, na região Oeste da capital.
Agentes comunitários, diretores de escolas e de postos saúde, representantes de ONGs vão apresentar os problemas e as demandas de suas comunidades. Destas discussões sairão subsídios para o diagnóstico sobre cada região que será feito pela Secretaria de Defesa Social e pelo Crisp (Centro de de Estudos Criminalidade e Segurança Pública da UFMG) que servirão de base para a atuação dos agentes do "Fica Vivo".