GRS de Valadares ultrapassa meta na vacinação anti-rábica
GOVERNADOR VALADARES (16/08/07) - A Gerência Regional de Saúde de Governador Valadares (GRS-GV), responsável por 52 municípios do Leste mineiro, superou em mais de 17% a meta proposta para a Campanha de Intensificação Anti-Rábica, que ocorreu no primeiro semestre deste ano. A campanha nacional já começou em alguns municípios, entretanto, na maioria dos municípios integrantes da GRS-GV, terá início entre setembro e outubro deste ano.
“Espero que continue melhorando, como vem acontecendo, para continuarmos controlando e progredindo nas ações relativas à raiva na região”, enfatizou o consultor de Epidemiologia da Regional de Valadares, Wilmar Rocha, que afirmou que os resultados têm melhorado a cada campanha. A meta para este ano era de 71.271 animais e foram vacinados 83.992, sendo 70.635 cães e 13.357 gatos.
A raiva é uma doença causada por vírus, que acomete mamíferos e pode ser transmitida aos homens. A doença envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução da doença. Em alguns países, a raiva humana está erradicada e a nos animais domésticos, controlada por meio da vacinação, embora ainda seja efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres.
A transmissão ocorre quando o vírus da raiva existente na saliva do animal infectado penetra no organismo, através da pele ou mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, mesmo não existindo, necessariamente, agressão. Os morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) são os principais mantenedores e transmissores silvestres do vírus, propiciando a contaminação de animais domésticos, além de bovinos, eqüinos e morcegos de outras espécies. Todos estes animais podem transmitir a raiva para o homem.
Prevenção e cuidados
Certos comportamentos, como tocar em animais estranhos, feridos e doentes, perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo, separar brigas de animas, tocar em morcegos e criar animais silvestres devem ser evitados para o não contágio e não propagação da raiva. Caso seja agredido por um animal, lave imediatamente o ferimento com água e sabão, procure com urgência o serviço de saúde mais próximo e deixe o animal em observação por 10 dias. O animal deverá receber água e alimentação normalmente, em um local seguro, para que não possa fugir ou atacar pessoas ou outros animais. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, é importante que a pessoa volte, imediatamente, ao serviço de saúde.
Os sinais da doença nos animais variam de acordo com a espécie. Quando a doença acomete animais carnívoros, com maior freqüência eles se tornam agressivos (raiva furiosa) e, quando ocorre em animais herbívoros, sua manifestação é a de uma paralisia (raiva paralítica). Porém, dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento e paralisia das patas traseiras são sintomas comuns a todos os animais.
Quadro clínico da raiva furiosa (canina e felina):
• Fase inicial: alterações de comportamento, agitação, anorexia.
• Em 1 a 3 dias, os sintomas acentuam-se. O animal torna-se mais agressivo, atacando o próprio dono. Apresenta incoordenação motora, paralisia dos músculos da deglutição e da mandíbula (salivação e dificuldade de deglutição). Pode caminhar grandes distâncias. O latido bitonal é um sinal importante.
•A duração da doença é de 1 a 11 dias. O animal morre por convulsões e paralisia.
Quadro clínico da raiva paralítica (bovina):
• Inicialmente, sintomatologia inespecífica, inapetência, lacrimejamento, isolamento do rebanho e andar cambaleante.
•Posteriormente, há incoordenação e contrações de musculatura do pescoço, levando a uma dificuldade de deglutição (impressão de engasgo).
• Apresentam também perversão do apetite.
• Com o agravamento do quadro de paralisia, o animal mostra o sinal de pedalagem.
• Duração da doença: 2 a 5 dias, podendo chegar a 10.
Quadro clínico da raiva humana:
• No início, os sintomas são característicos: transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, sonhos tenebrosos.
• Em seguida, instalam-se alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordedura. Essas alterações duram 2 a 4 dias.
• Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, acompanhado de febre. Inicia-se o período de estado da doença, por 2 a 3 dias, com aerofobia e hidrofobia, de intensidades variáveis. Instalam-se crises convulsivas periódica, causando situações de grande desconforto.