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Hemominas recebe profissionais da área de saúde de Benin para visita técnica

Segunda-feira | 02/05/2011 | 20:12·Atualizado em 16/06/2013 | 16:02
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BELO HORIZONTE (02/05/11) - Teve início nesta segunda-feira (2), em Belo Horizonte, a visita do Comitê Beninense de Pesquisa em Doença Falciforme. Durante duas semanas, três representantes do Ministério da Saúde de Benin, país africano, vão conhecer os processos de gestão da Rede Hemominas no Estado de Minas Gerais, com foco em transfusão sanguínea e tratamento integral aos pacientes portadores de doença falciforme.

O evento faz parte do projeto “Visita Exploratória do Comitê Beninense de Pesquisa em Doença Falciforme à Fundação Hemominas”, apresentado pela instituição no Programa de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação com países da África - ProAfrica, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Recebidos pela presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, e por membros da direção da Fundação, o Comitê chefiado pelo secretário-geral do Ministério da Saúde de Benin e médico especialista em saúde pública, Valère Goyito, demonstrou grande interesse pelas ferramentas de gestão utilizadas pela Hemominas, principalmente o funcionamento da Câmara Técnica de Hemoterapia. A Câmara Técnica de Hemoterapia é um órgão que tem a função de discutir e conceber as diretrizes das questões da hemoterapia em Minas Gerais, obedecendo as políticas estabelecidas para a área.

“Como secretário-geral do Ministério da Saúde de meu país, coordeno as políticas orçamentárias da área e os assuntos referentes à transfusão sanguínea e doença falciforme. No meu ponto de vista, a Câmara Técnica de Hemoterapia é muito importante para a organização da hemoterapia no Estado”, informou Valère Goyito.

Valère Goyito acrescentou que “estamos em um momento de revisão das nossas políticas para transfusão sanguínea e doença falciforme e sabemos que, no Brasil, principalmente na Hemominas, existe uma experiência positiva há anos, portanto vim ouvir muito para repassar ao meu país essas experiências e verificar uma possibilidade de cooperação abordando as duas áreas”, finalizou.

Além do secretário-geral do Ministério da Saúde de Benin, o Comitê conta com as presenças de Philippe D. Djogbessi, engenheiro em técnicas de Biomedicina no Serviço de Imunoterapia e Transfusão do Centro de Transfusão Sanguínea do Hospital Universitário Hubert Koutoukou MAGA (Cotonou, Benin), e Mohamed Cherif Rahimy, coordenador do Serviço de Pediatria e Genética Médica e diretor do Centro Nacional de Doença Falciforme da Faculdade de Ciências em Saúde da Universidade de Abomey-Calavi (Cotonou, Benin).

Para a presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, “é gratificante perceber que as boas práticas adotadas pela Hemominas podem ser referência para outros países. Além disso, a troca de experiências é muito positiva porque nos proporciona conhecer outras práticas que podem ser adotadas também pela Fundação”, ressaltou.

À tarde a equipe africana participou do Hemotour - trajeto que compreende todas as etapas do clico do sangue - no Hemocentro de Belo Horizonte, a maior unidade da Fundação Hemominas em toda a rede. 

Na próxima sexta-feira (6), os especialistas de Benin apresentam um seminário sobre o Sistema e Políticas do Sangue do país africano. O seminário acontece das 14 às 17h, no auditório do Hemocentro de Belo Horizonte, localizado na alameda Ezequiel Dias, nº 321.

Doença falciforme

A doença falciforme é uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil e atinge, principalmente, a população negra. Segundo o Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob/MG), de 1998 até junho de 2006, foram diagnosticadas 1.597 crianças com a doença falciforme em Minas Gerais. No continente africano, a incidência da doença é considerada muito alta. Em Benin, país localizado na região ocidental do continente, a incidência chega a 30% da população de nove milhões de habitantes.