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Hospital Galba Velloso completa meio século com modernização

Segunda-feira | 24/01/2011 | 14:00·Atualizado em 28/05/2013 | 10:13
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BELO HORIZONTE (24/01/11) - O Hospital Galba Velloso (HGV), da Rede Fhemig, completa 50 anos de fundação nesta terça-feira (25) finalizando a primeira etapa das obras de revitalização e modernização. “O Galba fez parte de toda reformulação da assistência psiquiátrica e as obras estão acontecendo para confirmar estas mudanças, adequando a estrutura ao tratamento atual dispensado na unidade”, explica o presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Antônio Carlos de Barros Martins.

A unidade celebra todas as mudanças e melhorias realizadas nestas cinco décadas. “A importância deste cinquentenário é comemorar as modificações que foram efetuadas no hospital, tanto na parte assistencial quanto na estrutura física e na aquisição de equipamentos, que possibilitaram transformar o Galba em um hospital de referência no atendimento de urgência psiquiátrica para a população de Minas Gerais”, disse o diretor da unidade, Daniel Freitas. A primeira etapa do processo de revitalização do HGV foi iniciada em 2009.

Para comemorar a data, foi realizada, entre os dias 18 e 22 de janeiro, a Semana de Orientação Farmacêutica, com o tema “Antibióticos e Antidepressivos”, quando foram prestadas orientações sobre a correta utilização destes medicamentos. Nesta terça-feira (25), a Banda da Polícia Militar de Minas Gerais se apresenta na unidade, às 9h30. No mesmo dia, às 15h, ocorre a solenidade de comemoração do cinquentenário, com descerramento da placa referente ao evento e homenagem aos colaboradores.

Estrutura de atendimento

O Hospital Galba Velloso acolhe e trata pacientes portadores de transtorno mental, acima de 18 anos, em situação de crise, de acordo com as diretrizes da Reforma Psiquiátrica. A continuidade de tratamento é feita na rede básica, de Atenção à Saúde Mental.

Funciona com quatro enfermarias de média permanência, com 30 leitos femininos e 70 masculinos. No Centro de Acolhimento de Crise são 45 leitos, sendo 22 masculinos, 16 femininos e sete utilizados de acordo com a demanda.

No ano de 2010, foram realizados 8.787 atendimentos, sendo 5.927 de urgência e 2.860 internações, com uma média de permanência de 16,5 dias.

Todo o trabalho desenvolvido no HGV foi diretamente avaliado pelo Ministério da Saúde, nos anos de 2003 e 2006, por meio do Programa Nacional de Avaliação do Sistema Hospitalar/ Psiquiatria (PNASH/Psiquiatria). O HGV obteve nota próxima a 85%, percentual em conformidade com os parâmetros estabelecidos pelo ministério para as instituições hospitalares consideradas de boa qualidade.

Histórico

Inaugurado em 25 de janeiro de 1961, o Hospital Galba Velloso (HGV), localizado no Bairro Gameleira, em Belo Horizonte, iniciou suas atividades apenas em maio de 1962, recebendo 34 pacientes femininas. Nesta década, o HGV foi palco de importantes transformações ocorridas no atendimento psiquiátrico, devido ao surgimento dos novos medicamentos psicoativos e processos de assistência, como a instalação dos serviços de praxiterapia (técnica psiquiátrica que inclui a terapia ocupacional), de psicologia e o ambulatório para o tratamento e a assistência a novos pacientes.

Sob o comando do médico Jorge Paprocki, foi criada, em 1968, a primeira residência em Psiquiatria de Minas Gerais, e, em 1969, houve a publicação do primeiro livro de psicofarmacoterapia editado no Brasil. Ainda em 1968, o HGV integrou-se à Fundação Estadual de Assistência Psiquiátrica (Feap). No início da década de 70, o HGV passou a dividir o atendimento com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Em 1977, com a criação da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que reuniu as fundações estaduais de assistência à urgência, psiquiatria e hansenianos, o Galba Velloso passou a pertencer à ela.

No final de 1979 foi realizado o III Congresso Mineiro de Psiquiatria, que trouxe mudanças fundamentais na Saúde Mental. Na Fhemig foi elaborado o Projeto de Reestruturação da Assistência Psiquiátrica Pública, que deu início à modificação dos hospitais, dentro da anunciada política de desospitalização. Foram criados serviços para atendimento de pacientes agudos, ambulatórios para consultas, formadas equipes multidisciplinares e reformadas as enfermarias.

Na década de 80, o movimento denominado Reforma da Assistência Psiquiátrica procedeu a implantação da rede extra-hospitalar, diminuição dos leitos hospitalares e modificação do financiamento pelo Ministério da Saúde, incentivando a implantação de serviços substitutivos, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Em Belo Horizonte, foram fechados 1600 leitos, permanecendo apenas os do Hospital Galba Velloso e do Instituto Raul Soares, para atendimento psiquiátrico de urgência.

O HGV passou, ao longo desses anos, por uma série de mudanças. Foi inaugurada a nova área destinada ao Posto de Urgência Psiquiátrica (PUP), o Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same), hoje Serviço de prontuário de pacientes (SPP) e o auditório. O galpão de manutenção, o novo almoxarifado da farmácia e a área administrativa foram concluídos. Foram ainda criados o Ambulatório Luiz Cerqueira, o Hospital-Dia, as oficinas terapêuticas, e o Centro de Tratamento Clínico (CTC) com 11 leitos.

Em 2001, o Posto de Urgências Psiquiátricas (PUP) foi renomeado como Centro de Acolhimento de Crise, realizando um trabalho clínico com os pacientes em crise, atendidos por uma equipe multiprofissional. Em 2007, foi criado o Galbarte, um espaço coletivo para oficinas de relaxamento, pintura, artesanato, dança, cozinha e salão de beleza, alternativas terapêuticas que auxiliam no tratamento.

Além disto, foram adquiridos vários equipamentos, como cardioversores, biombos, cadeiras de roda, cadeiras de banho, aparelhos de eletroencefalograma, cadeiras para acompanhantes, bem como novas camas hospitalares.