Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Hospital Infantil João Paulo II e Hospital Júlia Kubitschek recebem premiação

Segunda-feira | 24/05/2010 | 17:16·Atualizado em 24/06/2013 | 18:08
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

BELO HORIZONTE (24/05/10) - O Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII) e o Hospital Júlia Kubitschek (HJK) dividiram o 1º lugar na premiação das melhores práticas apresentadas no XVI Encontro Gerencial da Fhemig. Os trabalhos premiados foram o “Programa de Internação domiciliar”, desenvolvido pelo HIJPII há 10 anos, e “Organização do Prontuário como responsabilidade da gestão hospitalar”, do Júlia Kubitschek.

Programa de Internação Domiciliar do HIJPII

Implementado em 2000, o Programa de Assistência Domiciliar - CGP Domiciliar - do HIJPII, transfere para tratamento em casa crianças internadas que apresentam quadros estáveis, mas que ainda não têm condições de ter alta hospitalar para acompanhamento ambulatorial.

A diretora do Hospital Infantil, Helena Maciel, destacou a dedicação com que a equipe desenvolveu o trabalho e as muitas vantagens trazidas por ele. “O programa é muito importante para o hospital, pois reduz o tempo de internação, o risco de infecção, torna o atendimento mais humanizado e otimiza os recursos financeiros”, enfatiza a diretora.

Nos dez anos do programa já foram assistidas em casa mais de 500 crianças. Para cada uma delas, são liberados leitos para 14 pacientes instáveis, considerando a média de 5,2 dias de internação do HIJPII. Foram mais de 37 mil “dias salvos” de internação hospitalar e leitos liberados para cerca de 5.300 crianças. Nos últimos anos, tem-se conseguido transferir crianças com longa permanência no hospital diretamente do CTI para casa.

O CGP Domiciliar gera ainda uma grande economia para o sistema. “O custo do atendimento representa aproximadamente 12% daquele do paciente internado no CTI e 35% do custo médio do paciente hospitalar” explica a diretora.

No HIJPII também funciona o Programa Vent-lar, criado em 2002, para crianças com doenças neuromusculares degenerativas. Nesses sete anos foram assistidos 96 pacientes, representando uma queda de 70% no número de dias de internação hospitalar.

Os programas, que proporcionam às crianças e às famílias melhor qualidade de vida, garantindo segurança e qualidade assistencial, têm sua eficácia constantemente reconhecida nacional e internacionalmente, por premiações ou por solicitações de capacitação para equipes de outros serviços do país e no exterior.

Revisão do prontuário no HJK

Vencedor das Melhores Práticas em 2009, o Hospital Júlia Kubitschek repetiu a dose este ano com o trabalho “Organização do prontuário como responsabilidade da gestão hospitalar.”

“A revisão do prontuário tem caráter corretivo, mas objetiva, de fato, conscientizar os profissionais de saúde sobre a importância desse instrumento. É uma prática que pode ser adotada em todas as unidades da Fhemig, pois melhora a imagem da instituição, permite o cumprimento da legislação vigente, impede o crescimento de problemas e tem alto impacto em acordos estratégicos firmados pela fundação”, explica o diretor do HJK, Henrique Timo Luz.

A apresentação foi feita pela assessora da diretoria do HJK, Carla Ribeiro, que fez um levantamento dos problemas que dificultavam o faturamento hospitalar. Um deles é que os profissionais da área, muitas vezes, buscavam informações como assinaturas e carimbos nos formulários de prescrição e evolução, resultados de exames, diárias de acompanhantes, descrição do ato cirúrgico, entre outras, nos próprios setores assistenciais.

Apesar de serem situações corriqueiras, elas representavam uma considerável perda de recursos humanos e da qualidade da informação, além de causar dificuldades na realização de pesquisas.

“O prontuário organizado facilita o processo de faturamento e evita perdas. Permite ganho de tempo nas respostas às ordens judiciais e da qualidade nas informações. Facilita, ainda, o entendimento da história clínica e terapêutica e da evolução dos pacientes, a elaboração de relatórios e atestados e as pesquisas científicas”, avalia Carla Ribeiro.

Em 2009, foi feita a revisão dos prontuários dos pacientes em alta. Este ano, a média mensal de prontuários revisados foi de 1.100 documentos. Todo o processo de trabalho foi organizado por um check-list, que confere sumário de alta, ficha de atendimento, folhas de prescrição medica, avaliação pré-operatória, exames laboratoriais e outros. Depois de passar pelo revisor, o prontuário volta ao setor para as devidas adequações e deve ser devolvido no prazo máximo de oito dias.