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IBGE mostra que Minas continua liderando emprego no país

Mais uma vez o emprego industrial em Minas Gerais registrou, no mês de novembro de 2008, o melhor desempenho entre os demais estados, segundo pesquisa do IBGE. O contingente de trabalhadores aumentou 2,9%, no confronto novembro de 2008 com novembro de 2007.

Terça-feira | 13/01/2009 | 19:10·Atualizado em 12/06/2013 | 09:50
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BELO HORIZONTE (13/01/09) - Mais uma vez o emprego industrial em Minas Gerais registrou, em novembro de 2008, o melhor desempenho entre os demais estados brasileiros, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada, nesta terça-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente de trabalhadores aumentou 2,9% no Estado, no confronto novembro de 2008 com novembro de 2007. Minas foi destaque, também, no desempenho mensal em relação ao total de horas pagas, que alcançou variação de 3,2%, enquanto o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores cresceu 10,6%.

Segundo o IBGE, o emprego industrial, que permanecia praticamente estável nos últimos três meses, recuou (-0,6) em novembro frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Esta foi a maior queda desde outubro de 2003 (-0,7). O índice de média móvel trimestral caiu (-0,2%) na passagem de outubro para novembro, interrompendo a trajetória de crescimento presente desde junho de 2008.

Na comparação novembro de 2008 com novembro de 2007, a taxa de 0,4% no pessoal ocupado foi influenciada pelo aumento em oito dos 14 locais pesquisados, com destaque para Minas Gerais com 2,9%, onde sobressaíram alimentos e bebidas com 7,7% e metalurgia básica com 8,7%.

No indicador acumulado janeiro-novembro, o avanço de 2,4% no contingente de trabalhadores refletiu as taxas positivas observadas em 11 locais e 12 segmentos. A indústria mineira foi a que mais pressionou positivamente o índice nacional, com 4,5%, com destaque para alimentos e bebidas 8,5% e meios de transporte com 13,3%. Vale citar também o resultado paulista, tendo crescimento de 3,3%, com ênfase para máquinas e equipamentos (9,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicação (14,3%) e meios de transporte (,8,8%).

Horas pagas

O número de horas pagas na indústria em Minas em novembro continuou superior ao do Brasil. O recuo no número de horas pagas em novembro foi de 0,4%, influenciado por perdas em oito dos 14 locais pesquisados. Em novembro, o setor industrial brasileiro reduziu 1,7% o número de horas pagas, na comparação com o mês imediatamente anterior. Foi a maior queda em toda a série histórica iniciada em janeiro de 2001. Segundo o IBGE, as paralisações na produção e a concessão de férias coletivas não planejadas marcaram o setor industrial a partir de outubro, se ampliaram em novembro e estão na base dessa variação recorde.

Com o índice de 3,2%, Minas Gerais exerceu o principal impacto positivo sobre a média nacional, impulsionado, sobretudo, pela expansão verificada na indústria de alimentos e bebidas (8,2%). No indicador acumulado em janeiro-novembro, o avanço de 2,3% no total de horas pagas refletiu, sobretudo, nas taxas positivas observadas em 11 locais e 12 setores pesquisados. A indústria paulista expandiu 3,2%, mas os resultados positivos de Minas Gerais atingiram 5,1%, por conta de alimentos e bebidas (6,6%) e meios de transporte com 16,3%.

Mais uma vez, o IBGE alerta em sua análise que os resultados observados nos índices de emprego industrial e no número de horas pagas estão em linha de desaceleração da produção industrial, ocorrida nos dois últimos meses. No indicador mensal, a taxa de pessoal ocupado em novembro foi positiva, porém, menor que em meses anteriores, enquanto o número de horas pagas interrompeu uma seqüência de 29 meses de taxas positivas.

Folha de pagamento

Em novembro, o valor real da folha de pagamento aumentou 4,1% na comparação com igual mês do ano anterior, com incrementos salariais em 13 dos 14 locais pesquisados, com exceção da Bahia, que recuou 0,8%. As principais contribuições positivas mais uma vez vieram de Minas Gerais (10,6%), São Paulo (4%) e Paraná (5,1%). No parque industrial mineiro, os impactos mais expressivos vieram da metalurgia básica com 16,8%, minerais não-metálicos com 45,1% e meios de transporte com 15,5%.

O valor da folha de pagamento acumulou 6,3% no ano, com expansão em todos os locais investigados. As maiores influências positivas, mais uma vez, foram Minas Gerais com 9,6%, Paraná com 8% e São Paulo com 7,1%. Na indústria mineira, sobressaíram a metalurgia básica (9,9%) e meios de transporte (16,1%). Na indústria paulista, o destaque coube aos meios de transporte (11,6%) e produtos químicos (16,4%). No Paraná, vale mencionar máquinas e equipamentos (32,3%) e alimentos e bebidas (8,2%).

Setorialmente, em nível nacional 13 aumentaram e cinco reduziram o valor da folha de pagamento. No campo positivo, destacam-se meios de transporte (11,9%), máquinas e equipamentos (8,1%) e produtos de metal (13,2%) e, no campo negativo, calçados e artigos de couro (-6,3%) e papel e gráfica (-2,6%).

Veja em imagens o quadro Indicadores da Indústria – Novembro/2008