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Iepha conclui Programa de Educação Patrimonial em Pitangui

Terça-feira | 03/06/2008 | 16:59·Atualizado em 06/06/2013 | 18:15
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BELO HORIZONTE (03/06/08) - Após onze meses de atividades, termina na próxima segunda-feira (9) o Programa de Educação Patrimonial em Pitangui, no Centro-Oeste do Estado, fruto de uma parceria entre a administração municipal e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), instituição vinculada ao Sistema de Cultura do Estado. Voltada à participação dos mais diversos segmentos da comunidade local, a iniciativa teve como meta a formação de agentes multiplicadores de uma nova percepção do patrimônio, da história e da cultura da cidade.

O programa foi desenvolvido paralelamente à atuação de outra equipe do Iepha, da Diretoria de Proteção e Memória, responsável pelo tombamento, em âmbito estadual, do Núcleo Histórico de Pitangui. De acordo com a gerente de difusão do instituto, Adriana Quirino, a coordenação de esforços reflete a idéia de que a conscientização da importância da valorização dos bens culturais e o fortalecimento da identidade local é diretriz da atuação de todo o Iepha, de forma integrada. “Essa coordenação entre trabalhos de diferentes linhas de atuação foi de fundamental importância para o entendimento da comunidade em relação ao reconhecimento e preservação não só deste núcleo histórico que está sendo tombado pelo Iepha, como de todo o patrimônio cultural de Pitangui, que é muito rico”, explica.

Resultados na prática

O encerramento do Programa de Educação Patrimonial contará com a apresentação dos três projetos de pesquisa desenvolvidos e dos produtos práticos propostos. Será mostrado o “Chá Cultural”, que prevê esforços para a criação de um completo acervo fotográfico e iconográfico para Pitangui. Dentro da proposta, o que se busca é a promoção de encontros - tendo a terceira idade como público alvo – em que os convidados levem fotografias antigas de seu acervo pessoal para serem duplicadas e incorporadas ao acervo e, ao mesmo tempo, ajudem na identificação das imagens já coletadas.

Do trabalho sobre o centenário da Escola Estadual Francisca Botelho, o registro terá como resultado a distribuição de uma cartilha educativa em todas as escolas do município. O trabalho resgata a história de um marco na cidade, assim como aconteceu também com a Primeira Companhia Têxtil do Centro-Oeste Mineiro, no distrito de Brumado, tema de outro projeto que resultou igualmente na elaboração de uma cartilha voltada a estudantes da comunidade.

Concluído o programa, o trabalho de educação patrimonial na cidade não se encerra, muda apenas de mãos, como lembra Adriana Quirino. “Um dos fundamentos da proposta é que o trabalho tenha continuidade por meio dos que participaram do programa e que passam agora a ser responsáveis pela multiplicação dos conhecimentos adquiridos. Alcançará, assim, um público cada vez maior, sensibilizando de fato a população de Pitangui para a importância de se preservar sua memória”, salienta a técnica do Iepha/MG.