Iepha lança projeto de educação patrimonial
Iepha lança projeto de educação patrimonial
Técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA participarão, nesta quinta-feira, em Santa Bárbara, do Encontro "Santa Bárbara Depois dos 300 Anos". Neste encontro, será lançado o Programa de Educação Patrimonial "Nos Trilhos da Cultura", dirigido a todos os professores da rede de ensino local.
O programa, realizado em parceria entre a Prefeitura de Santa Bárbara, o Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural e o IEPHA, prevê a realização, até o fim do ano, de reuniões e oficinas semanais, nas quais serão debatidas matérias relativas ao patrimônio.
Entre os temas propostos, inclui-se a discussão do que seja a identidade cultural e dos aspectos arquitetônicos, paisagísticos, geológicos, arqueológicos e paleontológicos do município, além dos ângulos relacionados ao patrimônio imaterial, ou seja, bens que não tenham “natureza concreta”, como festas folclóricas, cultos religiosos tradicionais, culinária típica, espaços públicos para práticas culturais coletivas, cantos e danças.
De acordo com a presidente do Conselho do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara, Aléxia Helena Lanna Wykrota Tostes, os grupos envolvidos deverão colocar em prática os trabalhos realizados durante as oficinas, envolvendo outros setores da comunidade e, principalmente, seus educandos.
A arquiteta Elizabeth Sales de Carvalho, superintendente do IEPHA, ressalta que o instituto lançará um desafio aos professores de Santa Bárbara. “Pretendemos envolver toda a comunidade e sensibilizar, definitivamente, as crianças para a importância da preservação do patrimônio cultural da cidade".
O IEPHA vai acompanhar a segunda fase do Programa "Nos Trilhos da Cultura", quando os assuntos discutidos nas oficinas serão colocados em prática pelos estudantes, no formato proposto pelos professores, para cada série. Nessa fase, prevista para o ano que vem, os alunos participarão do levantamento do patrimônio imaterial do município.
História
Santa Bárbara foi fundada pelo desbravador Antônio Bueno que, por volta de 1704, explorava as margens do ribeirão de mesmo nome onde encontrou ricas minas auríferas que atraíram povoadores, dando início à formação do arraial.
Inicialmente, o lugar era conhecido como Santo Antônio do Rio Abaixo. Posteriormente, chamou-se Santa Bárbara do Mato Dentro e, finalmente, Santa Bárbara.
De acordo com Waldemar de Almeida Barbosa, no "Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais", o município de Santa Bárbara, localizado na Zona Metalúrgica mineira é uma das mais antigas freguesias de Minas Gerais. O arraial primitivo foi elevado a distrito por alvará de 16 de fevereiro de 1724. Seu primeiro vigário foi padre Manoel de Souza Tavares (o cônego Trindade).
A vila de Santa Bárbara foi criada pela lei nº 134, de 16 de março de 1839. Em 6 de junho de 1858, foi elevada à categoria de cidade, pela lei nº 881. Caracteriza-se por sua arquitetura tipicamente colonial. Desde 21 de abril de 1989, os centros históricos de Santa Bárbara e do distrito de Brumal são tombados pelo IEPHA.