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Imagem de São Vicente Ferrer é devolvida ao Iepha

Imagem de São Vicente Ferrer é devolvida ao Iepha

Terça-feira | 30/03/2004 | 00:00·Atualizado em 04/06/2013 | 16:30
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“A política de defesa do patrimônio histórico do Governo Aécio Neves passa agora para a fase da educação patrimonial. Não só o trabalho da Secretaria de Estado de Cultura e do Iepha, com a divulgação de peças roubadas na Internet, mas o apoio da imprensa e a adesão popular estão sendo fundamentais para esses resultados de retorno do nosso patrimônio para que fique definitivamente em Minas Gerais”, disse o secretário de Estado de Cultura, Nascimento Silva, durante a apresentação à imprensa, nesta terça-feira (30), na sede do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), da imagem de São Vicente Ferrer, recuperada em São Paulo.

A imagem foi trazida do Museu de Arte Sacra de São Paulo. Sua devolução foi efetuada de forma voluntária por um anônimo que a deixou em uma igreja da capital paulista, embrulhada em um cobertor com um bilhete com os seguintes dizeres: “Imagem desaparecida do Museu Regional do Sul de Minas São Vicente Vesper, século XVIII. Favor devolver ao seu lugar de origem. Ass: colaborador da recuperação do patrimônio histórico de MG.” O padre da igreja entregou a imagem à Cúria Metropolitana de São Paulo, que por sua vez repassou-a ao Museu de Arte Sacra da capital paulista.

A peça do século XIX é em madeira policromada, com altura de 65,7 cm e largura de 30 cm, e foi furtada do acervo do Museu Regional do Sul de Minas, em Campanha, juntamente com mais 28 peças, 6 de março de 1994. A imagem de São Vicente Ferrer sofreu duas alterações desde o roubo para dificultar sua identificação: teve a asa direita arrancada e o acréscimo da mão esquerda, que era cortada.

O São Vicente Ferrer consta do inventário de peças furtadas do patrimônio histórico mineiro, no link Patrimônio do site da Secretaria de Estado de Cultura www.cultura.mg.gov.br. No link, estão disponíveis 240 peças desaparecidas, com fotos e descrições das suas características e mais uma série de peças recuperadas e não identificadas.

Em menos de um ano, a força-tarefa, criada pela Secretaria de Estado de Cultura, já recuperou mais de 220 peças furtadas do patrimônio histórico de Minas. A força-tarefa reúne as Secretaria de Estado de Cultura e de Defesa Social, o Ministério Público, as polícias Federal e Civil, o Iepha, o Iphan, a Igreja Católica e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.

O presidente do Iepha, Octávio Elísio Alves de Brito, afirmou que “a campanha desencadeada pela força-tarefa tem cumprido seu objetivo que é o de sensibilizar a população. De um lado, para proteger todo o patrimônio e evitar que ele seja furtado ou depredado. De outro lado, para que aqueles que têm a posse de bens culturais de origem ilícita sintam-se motivados a devolvê-los ao patrimônio mineiro.”

A Secretaria de Estado de Cultura e o Iepha aguardam agora a devolução de uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, da autoria de Aleijadinho, avaliada em R$ 1,5 milhão e que foi furtada em 1981 do povoado de Fidalgo, distrito de Pedro Leopoldo (MG). A peça está com um colecionador paulista que vem prometendo a sua devolução, mas não a realizou até agora, embora já exista liminar de busca e apreensão, resultado de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais.