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Iniciativa auxilia alunos da rede estadual de ensino no processo de alfabetização

Projeto da Secretaria de Estado de Educação, “Alfabetizando em 60 lições” trata-se de um planejamento didático que ajuda o professor na sala de aula

Segunda-feira | 02/12/2013 | 16:49·Atualizado em 02/12/2013 | 16:50
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Na Escola Padre Almir Neves de Medeiros, em Patos de Minas, o projeto foi desenvolvido com 12 alunos
Na Escola Padre Almir Neves de Medeiros, em Patos de Minas, o projeto foi desenvolvido com 12 alunos / Crédito: Arquivo da Escola

Nas escolas mineiras, além de proporcionarem às crianças viagens pelo mundo da fantasia, as histórias possuem aplicações pra lá de necessárias no mundo real. A partir delas, os alunos com dificuldades são auxiliados no processo de alfabetização. O trabalho é realizado a partir da seleção de 60 textos do universo infantil. Para cada um deles são propostas atividades pedagógicas. Esse planejamento didático que auxilia o professor na sala de aula foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) e recebeu o nome de “Projeto Alfabetizando em 60 lições”.  

“Essas lições são na verdade 60 planos de aula. Cada um foi planejado para uma hora e meia de duração. Com eles, os professores conseguem trabalhar os cinco elementos que representam as condições necessárias para que os alunos sejam alfabetizados”, explica a diretora de ensino fundamental, Rosaura de Castro.

Em cada escola em que o projeto é realizado, um professor é o responsável pelo trabalho das lições com os alunos. O educador atende o máximo de 15 estudantes em sala. Em uma hora e meia, é realizada a leitura, a intepretação dos textos e atividades a partir das histórias contadas. Com o trabalho, a ideia é desenvolver o interesse pela leitura nos alunos, além de aspectos como pronúncia correta das palavras e a compreensão do alfabeto. Após a participação no projeto, os alunos retornam às suas turmas regulares.

“O projeto foi criado porque em nossas visitas às escolas nós vimos que, embora os professores tivessem muita boa vontade em fazer um atendimento diferenciado daqueles alunos que estavam com dificuldade, era preciso orientá-los”, lembra a Rosaura.

Da capacitação à prática

Diante deste contexto foi desenvolvido o projeto. O momento seguinte foi a capacitação de educadores das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) que fizeram o repasse aos professores nas escolas estaduais. O momento de formação ocorreu no início do ano letivo e, desde então, tem ajudado a mudar realidades em salas de aula de todo o Estado.

Uma delas está no Alto Paranaíba. Na Escola Estadual Padre Almir Neves de Medeiros, em Patos de Minas, o projeto foi desenvolvido com 12 estudantes. Durante dois meses, esses alunos tinham as aulas do projeto todos os dias letivos da semana. “Nós montamos um ambiente bastante alfabetizador para atender a proposta do projeto. Depois de dois meses de trabalhos, nós avaliamos como positivo. Ele traz a sistematização da atividade, ou seja, a cada nova atividade que o aluno faz, é necessário uma retomada nos conteúdos estudados nas lições anteriores. Nem todos os alunos atingiram o mesmo nível de leitura, mas todos evoluíram quando comparados a si mesmos”, avalia a supervisora pedagógica e coordenadora do projeto na escola, Silene da Consolação Braga.

Em Belo Horizonte, na Escola Estadual Carmo Giffoni, o projeto “Alfabetizando em 60 lições” é desenvolvido com 28 alunos. Esses estudantes também são divididos em grupos que têm o acompanhamento da professora Maria Aparecida Guimarães Oliveira. Educadora há 25 anos, Maria Aparecida explica que um dos principais pontos positivos do projeto é o de despertar o gosto pela leitura nos estudantes. “Quando vou buscar os alunos para o projeto vejo que eles ficam felizes. O único ponto ruim do projeto é que ele deveria ter começado antes”, explica a professora.

Entre esses alunos está Samuel Cruz Nascimento, de oito anos. O aluno do terceiro ano do ensino fundamental diz que o que mais gosta é quando a professora conta as histórias. Uma delas, a preferida de Samuel é ”Amigo Computador”. “Gostei da história que fala de um computador que tem febre. Achei legal, porque nunca vi um computador doente”, explica o estudante que se orgulha de saber construir fazer e montar pequenos textos.