Instituto de Geoinformação e Tecnologia mantém acervo cartográfico secular
Vinte e dois arquivos de ferro e duas estantes abrigam mapas cartográficos, livros, cartas, certidões, fotos e outras informações

Documentos cartográficos importantes sobre Minas Gerais estão bem guardados e preservados pelo Instituto de Geoinformação e Tecnologia (IGTEC). O acervo representa boa parte da história de muitos povoados, vilas, distritos e cidades mineiras, que têm o passado protegido e retratado desde suas origens.
Diversas caixas, 22 arquivos de ferro e duas estantes abrigam mapas cartográficos, livros de legislações, cartas topográficas, certidões de localização municipal, fotos, levantamentos aerofotogramétricos, dentre outras informações pertinentes às questões de limites territoriais.
Segundo o diretor-geral do IGTEC, Daniel Lisbeni, toda documentação não está simplesmente guardada - os arquivos são úteis - e funciona como uma biblioteca, pois está à disposição para consulta dos técnicos e gestores do Instituto.
“Uma das situações que se recorreu à memória técnica foi a correção no mapeamento atual da toponímia do córrego da Galinha, que é a feição topográfica descrita em lei para estabelecer o limite entre os municípios de Conceição dos Ouros e Consolação. Para tirar a dúvida da real denominação e localização do curso de água, consultou-se o mapa da década de 30”, explica Lisbeni.
Oriundo do século XIX, o documento que está há mais tempo no acervo é do ano de 1816, especificamente do dia 25 de junho. Ele relata os limites territoriais que foram definidos entre as capitanias de Minas Gerais e a do Espírito Santo.
Já o mais atual, que foi incluído neste ano, são ortofotos de 19 municípios da porção Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse produto cartográfico é a representação fotográfica em escala refinada da superfície terrestre dessas unidades de administração pública.
Entretanto, de acordo com a diretora de Ciências Geodésicas e Ordenamento Territorial do IGTEC, Aliane Baeta, um registro muito importante é a coleção de mapas municipais de Minas Gerais, de 1939, que foi produzida em obediência ao decreto nacional nº 311 de 1938, que determinava o mapeamento de todo o território nacional. “Foi um marco, pois a partir dessa legislação, os estados organizaram suas divisões territoriais em municípios”, esclarece Aliane.
Geográfico, cartográfico, geociências e geoinformação
Escrito conforme o português da época, no século XIX nascia o centenário órgão mineiro, que dentre outras denominações se chamou “Commissão Geographica e Geologia de Minas Geraes”, Departamento Geográfico, Instituto Cartográfico e Instituto de Geociências, até se tornar um Instituto de Geoinformação e Tecnologia.
Atualmente, o órgão tem a atribuição de manter as informações sobre a evolução político-administrativa do Estado, bem como a infraestrutura oficial de informações espaciais de Minas Gerais, além de prover geotecnologias.