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Instituto Histórico e Geográfico de Minas comemora centenário

Quinta-feira | 16/08/2007 | 15:22·Atualizado em 26/05/2013 | 20:40
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BELO HORIZONTE (16/08/07) – O vice-governador Antonio Augusto Anastasia participou da solenidade de comemoração do centenário do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), nesta quarta-feira (15), em Belo Horizonte. Representando o governador Aécio Neves, Anastasia presidiu a sessão magna da comemoração.

“Por aqui passaram governantes com o perfil e o porte de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, Olegário Maciel, Juscelino Kubitschek, Bias Fortes, Israel Pinheiro e Tancredo Neves. Por ser uma associação de estudiosos, à altura das melhores do mundo, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas sempre foi prestigiado pelos governantes mineiros”, afirmou o vice-governador.

De acordo com Anastasia, cada um, no limite das suas atribuições e da sua capacidade, é também um construtor da história e um agente de mudanças da paisagem econômica e social de Minas. “Se pensarmos em termos de geografia econômica, o Governo Aécio Neves já promoveu mais mudanças significativas em nosso Estado do que todas aquelas que aconteceram em décadas.” Algumas das iniciativas citadas foram o Choque de Gestão, crescimento da exportação, agropecuária e mineração, construção de rodovias, aeroportos e da Linha Verde.

“Estamos implantando, em conjunto com o setor privado, o maior projeto turístico em execução no país: a implantação dos circuitos da Estrada Real. A Estrada Real, que atravessa algumas das regiões de maior beleza natural em nosso Estado, significa também um investimento na recuperação e na valorização da história e da cultura de Minas. Esta é a melhor prova de que o passado, a memória histórica e os estudos que recuperam informações essenciais sobre os séculos anteriores não constituem matéria de arquivo, mas também ferramentas de transformação da nossa realidade econômica e social. Assim, o conhecimento do passado nos permite construir o futuro, criando uma autêntica ponte cultural entre os séculos”, lembrou o vice-governador.

Medalha comemorativa

Durante a solenidade, foi lançada a revista nº30 do IHGMG e a Medalha Comemorativa do Centenário, com cunhagem da Casa da Moeda do Brasil, em ouro, prata e bronze. “O Instituto é parte da memória de Minas. A medalha eterniza o reconhecimento de todos os seus membros. Apresenta símbolos da arte e da cultura do Estado”, disse José dos Santos Barbosa, presidente da Casa da Moeda do Brasil.

A Medalha Comemorativa do Centenário possui a reprodução da escultura do profeta Oséias de Aleijadinho, em Congonhas, e ao fundo o mapa do Estado de Minas Gerais, referência ao caráter cultural histórico da entidade. Do outro lado, detalhe da capela do Palácio dos Governantes, em Ouro Preto, e a montanha com o Pico do Itacolomi.

Nova diretoria

A nova diretoria do instituto, eleita para o triênio 2007 – 2010, tomou posse na comemoração dos 100 anos com discurso do novo presidente Fernando Antonio Xavier Brandão e inauguração do retrato de Marco Aurélio Baggio, presidente emérito.

Ao deixar a presidência do IHGMG, Marco Aurélio Baggio falou sobre a importância da divulgação das atividades do Estado. “Em 2007, no momento em que Minas Gerais arranca para um novo ciclo de prosperidade e reafirma sua liderança política diante da nacionalidade brasileira graças a liderança do governador Aécio Neves e de sua equipe, a Casa de João Pinheiro apresenta-se alerta na formulação e na divulgação da cultura alterosa que aqui se faz.”

Segundo o presidente empossado, Fernando Antonio Xavier Brandão, o instituto tem como compromisso preservar a ética e a cultura de Minas. “É imperiosa a união de esforços de toda a diretoria e dos associados. A nação clama por melhores dias que só virão com a educação. Os conhecimentos de história e geografia são a base para a cidadania”, completou.

Atribuições do instituto

O Instituto Histórico e Geográfico participa de comissões cívicas e técnicas do Governo de Minas Gerais para análise e debates de questões administrativas. O IHGMG iniciou sua existência por ato do então governador do Estado João Pinheiro da Silva, no dia 15 de agosto de 1907, sendo uma entidade civil de caráter cultural e científico, sem fins lucrativos e reconhecida como de utilidade pública nos níveis federal, estadual e municipal.

Sua sede é um local destinado a debates, pesquisas, estudos e divulgação, principalmente da história e geografia, por meio de sessões específicas, de sua revista anual, de boletim mensal, de seminários, ciclos de estudos ou de pesquisas efetuadas em sua biblioteca agregada à mapoteca e pinacoteca especializadas junto a museu e arquivo existentes no local. Mantém também importante convênio com a gerência regional do Ministério da Fazenda em Minas Gerais, visando à produção de trabalhos técnico-científicos relacionados com o Centro de Estudos do Ciclo do Ouro, do Ministério da Fazenda, instalado na bicentenária Casa dos Contos de Ouro Preto, e com o Museu Fazendário que expõe de forma permanente mostras do Banco Central e da Casa da Moeda do Brasil.