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Investimentos do Pro-Hosp reduzem mortalidade no Sul de Minas

Quinta-feira | 29/06/2006 | 17:27·Atualizado em 27/05/2013 | 19:58
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BELO HORIZONTE (29/06/06) - O uso de equipamentos adquiridos por meio do Programa de Fortalecimento e Melhoria dos Hospitais do SUS-MG (Pro-Hosp), da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), reduziu a mortalidade na Região Sul de Minas Gerais. Essa afirmação pôde ser feita após estudo realizado pelos médicos Fábio Antônio Gomes, Fernando Eugênio Pires do Prado, coordenadores do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Regional do Sul de Minas, e Patrícia Medeiros e Antônio Carlos Silva Júnior, fisioterapeutas da unidade.

Gomes e Prado apresentaram o resultado do trabalho no “XII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva – Adulto - Pediátrico – Neonatal”, realizado de 28 de abril a 02 de maio deste ano, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife. O estudo foi realizado no CTI do Hospital, e consistiu em avaliar a eficácia da Ventilação Assistida Proporcional (PAV) como método não invasivo de ventilação, na assistência de pacientes em insuficiência respiratória, com indicação de ventilação mecânica invasiva por lesão pulmonar aguda (LPA) e edema pulmonar cardiogênica (EPC). O acompanhamento de dez pacientes com LPA e quatro com EPC foi feita de abril a outubro de 2005.

O médico intensivista e pneumologista, Fábio Gomes, destacou que, tanto a mortalidade quanto o tempo de internação e o custo do hospital diminuíram. Ele explicou que como o paciente não precisa ser entubado a respiração é facilitada e a chance de falecer é menor. “Hoje, Varginha é conhecida no Brasil inteiro pela qualidade de atendimento no CTI. O período em que a pessoa que passa por esse método não invasivo fica internada é menor. Por isso mesmo, o risco de adquirir uma pneumonia se reduz, o que diminui os custos com antibióticos e, conseqüentemente, do hospital”, disse Gomes.

Poucos hospitais no Brasil possuem este respirador, já que o custo de um aparelho novo é bastante elevado: cerca de R$ 120 mil. A aquisição do aparelho foi conseguida por um valor mais barato, já que se tratava de um respirador seminovo, mas com a mesma eficiência. Após a pesquisa, os médicos concluíram que a PAV não invasiva pode ser um método útil e bem tolerado na assistência de pacientes em LPA e EPC. Esse procedimento, segundo o estudo, diminui a mortalidade, pois evita a entubação orotraqueal, que é um método invasivo e mais prolongado.

Por meio do Pro-Hosp, a SES já investiu em Varginha mais de R$1,6 milhão no Hospital Regional do Sul de Minas, e pouco mais de R$ 2 milhões no Hospital Municipal Bom Pastor. “Nós ficamos muito satisfeitos com a oportunidade. Melhoramos cada vez mais a CTI e, hoje, oferecemos um serviço melhor”, concluiu Gomes.

Visita

Recentemente, o secretário de Estado de Saúde, Marcelo Teixeira, esteve no MinasCor, centro no qual são realizadas as cirurgias cardíacas no Hospital Regional do Sul de Minas, onde se reuniu com diretores da unidade hospitalar e representantes da administração municipal. Na ocasião, Teixeira conheceu o CTI e as instalações do hospital e assinou o contrato dos serviços hospitalares e ambulatoriais que seriam prestados. Com o convênio firmado, os pacientes da região que necessitam de cirurgias cardíacas, implante de marcapasso cardíaco e angioplastia coronária receberão atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A escolha de Varginha obedece ao desenho das Redes Assistenciais no âmbito da regionalização da saúde, em que devem ser distribuídas, espacialmente, as ofertas de serviço de saúde, dentro das microrregiões, para que o paciente seja atendido o mais próximo de sua residência”, explicou o secretário, durante a visita.

Com o credenciamento, Varginha passou a ser pólo de referência no Sul de Minas para essa especialidade. Antes da assinatura, todos aqueles que necessitavam passar por uma cirurgia cardíaca na região tinham que se deslocar a outros centros, como Belo Horizonte, São Paulo, Ribeirão Preto e Juiz de Fora, ou fazê-la mediante o financiamento particular.

O valor mensal estimado pelo contrato é de R$99.996,74, sendo que o valor mensal estimado de R$9.663,29, corresponde aos serviços ambulatoriais, e o valor mensal estimado de R$90.333,45, corresponde aos serviços hospitalares. Os valores unitários de cada procedimento mencionado no Plano Operativo devem ser pagos ao hospital pelos serviços efetivamente prestados. Tais investimentos são suficientes à realização de cerca de 17 cirurgias por mês.

Para Aniel Braga, “esses serviços de maior complexidade, como a cirurgia cardíaca, têm sido possíveis graças ao planejamento de região assistencial e o investimento contínuo ao longo do tempo por parte do Estado”, concluiu.

Agência Minas

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