Investir no Ensino Médio é meta da Educação
Investir no Ensino Médio é meta da Educação
Investimentos para a melhoria da qualidade do ensino médio na rede pública e a criação de uma rede de escolas referência no Estado foram algumas das novidades anunciadas pela secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, durante café da manhã (foto) oferecido nesta quinta-feira (11) a diretores e ex-alunos das escolas da rede estadual aprovados no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essas iniciativas fazem parte do Programa Escolas Referência que será lançado na próxima quinta-feira (18), no Minascentro.
A secretária destacou ainda o papel da escola pública na formação integral do aluno e seu compromisso em despertar a vocação dos estudantes. “Ninguém pode barrar as aspirações dos alunos. Eles são livres para optarem pelo prosseguimento dos estudos e a escola deve prepará-los”. Para a secretária, a evolução do número de aprovados no vestibular reflete a melhoria da qualidade no ensino público na educação básica. “Estamos trabalhando para que a escola recupere seu prestígio”. A opinião é compartilhada pela subsecretária de Desenvolvimento da Educação, Maria Eliana Novaes, que acrescentou ainda outro fator que tem contribuído para a evolução da participação dos alunos da rede pública no vestibular que é o crescimento da demanda no Ensino Médio, tendência que vem se registrando nos últimos anos. Hoje são atendidos mais de 900 mil alunos na rede estadual neste nível de ensino.
Minas Gerais está caminhando para a universalização do ensino médio e chegará a 2006 com 1 milhão de matrículas. Assim, Minas sai na frente dos demais estados brasileiros, já que a meta da universalização, estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, deve ser atingida em 2010. Apenas para este ano, a Secretaria de Estado de Educação está abrindo 58 mil novas vagas.
Estímulo
A aluna Sâmela Batista Arantes, da Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, aprovada para o curso de Estatística, disse que hoje os alunos das escolas públicas estão preparados e podem competir com os colegas da rede privada. “Antes existia muito preconceito e por isso o aluno não tinha auto-estima”.
Já Marcelo Horta Almeida gomes, ex-aluno da Escola Estadual Professor Caetano Azeredo, 1º lugar para o curso de Química, credita parte do seu sucesso aos professores. “Eles me estimularam muito nos estudos e a crescer como cidadão”.
Os diretores destacaram os projetos desenvolvidos pelas escolas que ajudam a manter a freqüência dos alunos. “As escolas e a Secretaria de Educação vêm acompanhando e buscando junto com todos nós ações que estimulem os jovens e os levem a acreditar que a escola pública é capaz de formar o cidadão e prepará-los para a competitividade”, afirmou João de Carvalho Pires, diretor da Escola Estadual Capitão Miguel Jorge Safe, de Congonhas do Norte, região do Médio Jequitinhonha.
Café da manhã
Participaram do café da manhã os alunos Jakline Magela dos Santos (Agronomia); Wallace Marcelino Pereira (Biblioteconomia); Renato Luiz Duarte de Morais (Biblioteconomia); Carla Graciela Rosmaninho Marques (Ciência da Nutrição); Hortênsia Campos Maia (Artes Cênicas);
Gustavo Henrique Mitraud Assis Rocha (Estatística); Maria Aparecida Teles, representando José Luiz Lamounier (Fisioterapia); Daniel Tadeu Rodrigues (Geografia); Rommel Fernandes Domingos (Matemática); Leocimar Marcos dos Santos (Matemática Computacional); Rodrigo Torino Ferreira (Música); Marcelo Horta Almeida Gomes (Química); Ronney Fernandes Domingos (Matemática); Sâmela Batista Arantes (Estatística).
11/3/2004
Ensino médio tem 58 mil novas vagas este ano
Minas Gerais está caminhando para a universalização do ensino médio e chegará a 2006 com 1 milhão de matrículas. Assim, Minas sai na frente dos demais estados brasileiros, já que a meta da universalização, estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, deve ser atingida em 2010. Apenas para este ano, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) está abrindo 58 mil novas vagas. Porém, a SEE não quer apenas incluir os alunos e sim investir na qualidade da educação, por isso, no dia 18, lança o Projeto Escolas-Referência, com o I Encontro Estadual Projeto Escolas-Referência, de 8h30 às 18 horas, no Minascentro – Av. Augusto de Lima, 785.
O objetivo é desenvolver ações que busquem a reconstrução da excelência nas escolas públicas da rede estadual. O Encontro vai reunir 1.600 professores e especialistas de 340 escolas que podem participar do processo seletivo para escolha das 220 que farão parte do projeto este ano. Elas terão um importante papel social, dando contribuições para a melhoria da qualidade do ensino em Minas Gerais, pois serão referência, ajudando a multiplicar os valores.
Há critérios para que as escolas possam participar do projeto. Alguns deles são: a escola deve estar localizada em municípios com mais de 30 mil habitantes, ter mais de mil alunos no ensino médio, possuir experiência significativa, atual ou na história da educação mineira, na área pedagógica ou de gestão escolar.
O Escolas-Referência prevê a capacitação dos professores e gestores escolares; investimento infra-estrutura das escolas e adquirir equipamentos, montar bibliotecas para alunos do ensino médio e salas ambientes de física e química e discussões sobre a atualização do currículo do ensino médio.
Jovens e adultos
Minas já garante vaga no ensino médio para os concluintes do fundamental. Agora, o Estado quer atender aos alunos que abandonaram os estudos. Em 2004, a oferta de vagas para o ensino médio será ampliada para 855 mil matrículas.
Para a educação de jovens e adultos, a Secretaria de Educação já autorizou a abertura de turmas que irão atender a 7.490 alunos no ensino fundamental e mais 18.984 no ensino médio, mas este número deve mudar porque a procura de vagas aumenta no início do ano e a demanda real deve ser definida no final de março.
Essas novas turmas trabalharão com uma proposta pedagógica diferenciada para atender o jovem trabalhador, acima de 15 anos. A carga horária está sendo discutida. Pretende-se adotar a conclusão do ensino fundamental em três anos e a do ensino médio em dois.
De acordo com dados do IBGE, a população escolarizável de 15 a 17 anos soma 1,1 milhão de pessoas. Deste total, 90% está na escola, sendo 52% no ensino médio e o restante no fundamental, com defasagem de idade-série.