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Notícia

Ipsemg promove ação para estimular hábitos de vida saudáveis entre as mulheres

Instituto matem, ainda, rede de assistência integral de atendimento às suas beneficiárias

Quarta-feira | 07/03/2012 | 16:57·Atualizado em 30/06/2013 | 11:10
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Ipsemg mantém estrutura própria e rede credenciada de assistência médica e complementar às suas beneficiárias
Ipsemg mantém estrutura própria e rede credenciada de assistência médica e complementar às suas beneficiárias / Crédito: Divulgação/Ipsemg

No Dia Internacional da Mulher, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) oferece às suas beneficiárias dicas e orientações essenciais para a saúde, nas diversas faixas etárias. Especialistas do instituto são unânimes em afirmar que “o caminho para o público feminino ter a beleza fundamental, tão declamada em prosa e verso pelo poeta Vinicius de Moraes, é adotar estilo de vida saudável”.

Além de manter uma alimentação adequada – composta por frutas, verduras, legumes, leite ou derivados, carnes e cereais – é importante realizar atividades físicas regulares; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de álcool em excesso; nem pensar, ou se for o caso, abolir definitivamente o uso do tabaco; além de fazer exame médico periódico. O Ipsemg mantém uma estrutura própria e rede credenciada para oferecer assistência médica e complementar de diagnóstico, atendendo às necessidades integrais de suas beneficiárias.

Prevenção

Desde a adolescência, mesmo antes de iniciar a vida sexual, a mulher deve se consultar com um ginecologista, criando o hábito de acompanhamento, busca de informações e orientações sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez não planejada. O ideal para toda mulher é consultar com o especialista pelo menos uma vez ao ano.

Segundo a coordenadora da Clínica Ginecológica do Hospital Governador Israel Pinheiro, do Ipsemg, Águeda Imaculada Lucas Campolina, “o HPV está relacionado a mais de 70% dos casos de câncer do colo do útero e a 90% dos casos de verrugas genitais”. Ela chama a atenção para o fato de o câncer do colo do útero ser assintomático e de evolução lenta.

A partir dos 35 anos de idade, a mulher deve ficar atenta às alterações menstruais – períodos curtos ou falhas –, que podem ser sinais da chegada da menopausa. Com a perda da função ovariana, o organismo para de produzir o estrógeno, causando, entre outras alterações, a redução da elasticidade e da hidratação da pele, da libido, além de ocorrer grande perda de massa óssea.

A coordenadora da Clínica Ginecológica do Hospital do Ipsemg explica que, atualmente, a reposição hormonal não é mais indicada para todas as mulheres. “É necessário avaliar os riscos e os benefícios caso a caso. Quando a paciente possui histórico de câncer de mama em parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) ou problemas circulatórios, por exemplo, não é indicada a reposição”, afirma.

Já para prevenir os efeitos devastadores da perda de massa óssea, as mulheres precisam incluir na sua agenda de consultas uma visita anual ao ortopedista. Após o exame clínico e os exames complementares de diagnóstico, como a densitometria óssea, exame radiológico que mede a densidade dos ossos, o médico especialista irá orientá-las para realizar atividades físicas específicas, reposição de cálcio, se for o caso, e dieta.

O ortopedista do Ipsemg, Alzemar Argemiro Magalhães, explica que as doenças mais comuns nessa fase da vida das mulheres são a artrose e a osteoporose. Segundo ele, cerca de 80% dos casos de pacientes com fratura de fêmur e coluna têm sobrevida de até quatro anos, em média, e morre pelas complicações. “São paciente que ficam com dificuldades de locomoção e as consequências são as pneumonias, infecções urinárias recorrentes, ganho de peso, úlceras de decúbito, depressão e evolução para o óbito”, afirma.

É também na menopausa que aumenta a incidência de eventos cardiovasculares isquêmicos, como o infarto e os derrames cerebrais (AVCs), e eleva os riscos de trombolismo venoso. Segundo o cardiologista e coordenador do Núcleo de Promoção da Saúde no Instituto, José Márcio Ribeiro, nessa fase ocorre a diminuição dos níveis de estrogênio no organismo, hormônio que protege o coração e os vasos sanguíneos. “A avaliação clínica anual associada à adoção de um estilo de vida saudável, com a prática de exercícios físicos, a redução do fumo e o controle do peso são poderosos aliadas no combate a esses males”, destaca.

Além de fazer o autoexame das mamas mensalmente e procurar o médico caso observe alguma anormalidade, a visita ao mastologista também deve fazer parte da agenda de consultas médicas anuais das mulheres a partir dos 20 anos de idade e, a mamografia anual, a partir dos 40 anos. O mastologista Alexandre Barra esclarece que a doença é rara na faixa etária abaixo dos 20 anos, pouco comum até os 30 anos e com risco mais alto na faixa etária entre os 50 e 70 anos. Ele observa que apenas 30% dos tumores ocorrem em pacientes com história familiar positiva, sendo 10% destes ligados a hereditariedade.

Palestra

Com objetivo de contribuir para a conscientização das beneficiárias do Ipsemg pela busca do bem-estar, o mastologista Alexandre Barra fará a palestra “Mulher em busca da Qualidade de Vida”, nesta segunda-feira (12), 10h, no Centro de Especialidades Médicas – Rua Domingos Vieira, 488 - sala 116 - 2º andar.