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Januária, no Norte de Minas, recebe novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres

Ligada ao Estado, sexta unidade do Cetras tem capacidade para acolher até 1,2 mil animais resgatados, apreendidos ou entregues voluntariamente

Quarta-feira | 16/09/2026 | 18:15·Atualizado em 23/09/2026 | 15:34
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Januária, no Norte de Minas, recebe novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres
Crédito: Paulo Vitor Vargas / Digital MG

Minas Gerais amplia a estrutura de proteção à fauna silvestre com a abertura do novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Januária, no Norte do estado, nesta quarta-feira (16/9).

Com capacidade para acolher até 1,2 mil animais de todos os portes, a unidade vai fortalecer o atendimento a espécies resgatadas, apreendidas em ações de fiscalização ou entregues voluntariamente.

Com gestão, exclusiva ou compartilhada, do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Cetras já está presente em Belo Horizonte, Divinópolis, Juiz de Fora, Montes Claros e Patos de Minas, onde estrutura o atendimento à fauna em Minas Gerais, assegurando o recebimento, cuidado e devolução de milhares de animais ao habitat natural todos os anos.

A diretora-geral do IEF, Ana Luisa Falcão, explicou a importância desta sexta unidade do Cetras no estado, que reforça a capacidade de atendimento no Norte de Minas, o que antes era concentrado somente em Montes Claros, e faz parte de uma estratégia que envolve as Forças de Segurança e os órgãos fiscalizadores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

“Esse equipamento é muito importante para a política ambiental de Minas Gerais e a ampliação desse serviço ocorre de forma racional, no intuito de aumentar a cobertura territorial o máximo possível, no sentido de ter pontos de referências acessíveis e próximos a todas as equipes que fazem parte da fiscalização ambiental”, afirmou Ana Luisa Falcão.

Os animais recebidos passam por avaliação e pelos procedimentos necessários de manejo e recuperação, com o objetivo de possibilitar, sempre que houver condições, sua reintrodução na natureza.

“É uma melhoria da política pública voltada para a conservação da fauna, permitindo mais vantagens no deslocamento e na qualidade de vida desses animais que são recebidos”, disse a diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Araújo Goulart.

O Cetras pode acolher desde pequenos animais até exemplares de maior porte, garantindo espaço adequado para sua recepção, recuperação e posterior destinação.

Além de receber animais provenientes de resgates, o Cetras integra a estrutura utilizada para atendimento de animais apreendidos em ações de combate a crimes contra a fauna e daqueles entregues voluntariamente pela população.

Proteção da fauna

Os Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres cumprem uma etapa fundamental da política de conservação da biodiversidade. Após o ingresso na unidade, os animais são avaliados e recebem os cuidados necessários para definir a destinação mais adequada para cada indivíduo.

Sempre que as condições permitem, o objetivo é devolver os animais à natureza, contribuindo não apenas para o bem-estar dos indivíduos atendidos, mas também para a conservação das espécies e dos ecossistemas.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.