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Notícia

Maioria dos crimes contra pessoas com deficiência pode ocorrer dentro de casa

A violência contra a pessoa com deficiência ocorre muitas vezes pela falta de conhecimento e discriminação. A avaliação é da responsável pela Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), Ana Lúcia Oliveira. Somente nos primeiros oito meses deste ano, foram 110 denúncias no Disque Direitos Humanos.

Quinta-feira | 15/09/2011 | 18:48·Atualizado em 31/05/2013 | 01:09
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BELO HORIZONTE (15/09/11) - A violência contra a pessoa com deficiência ocorre muitas vezes pela falta de conhecimento e discriminação. A avaliação é da responsável pela Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), Ana Lúcia Oliveira.

Um levantamento realizado pelo Disque Direitos Humanos (0800-031-1119) aposta que a maioria dos crimes pode ocorrer dentro do próprio lar. Somente nos primeiros oito meses deste ano, foram 110 denúncias.

“Muitas vezes, a família não foi e não está preparada para lidar com uma pessoa com deficiência e isso dificulta no processo de inclusão dessas pessoas”, ressalta Ana Lúcia.

Das 110 denúncias recebidas até agosto, 55 foram sobre agressão e maus-tratos e 38 de abandono material. Ana Lúcia lembra que a vítima, em muitos casos de violência, tem dificuldade para denunciar em razão de limitações físicas. “A pessoa com deficiência depende muito dos outros e, por isso, é importante que outras pessoas, como vizinhos, façam a denúncia”.

Os crimes contra esse público estão entre os mais denunciados no Disque Direitos Humanos. Ficam atrás apenas das ligações feitas para relatar violência contra crianças e adolescentes (1.418) e contra os idosos (611). Além da importância de denunciar, a coordenadora ressalta a importância da família no processo de inclusão dessas pessoas.

Mapeamento

Além dos números registrados pelo Disque Direitos Humanos, a Caade está fazendo um mapeamento, em nível estadual, sobre a violência contra pessoas com deficiência. “Estamos em contato com a Defensoria Pública e a Federação das Apaes de Minas Gerais”, informou. Depois de pronto, segundo Ana Lúcia, o mapeamento servirá de base para futuras ações, visando minimizar ou até cessar a violência.

Sigilo

Coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) é um serviço gratuito, sigiloso e que recebe denúncias de todo o Estado. Os relatos recebidos são encaminhados para os conselhos e delegacias especializadas.