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Maternidade da Fhemig registra baixo índice de bebês nascidos com Aids

Maternidade da Fhemig registra baixo índice de bebês nascidos com Aids

Quinta-feira | 08/05/2003 | 00:00·Atualizado em 14/06/2013 | 14:11
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É baixíssimo o índice de contaminação de bebês nascidos de mães portadoras do vírus da aids, na Maternidade Odete Valadares (MOV), da Rede Fhemig. O percentual, em torno de 5%, é semelhante ao de países de primeiro mundo, revela o chefe do Serviço de Gravidez de Alto-risco da MOV, obstetra Frederico Peret. A maioria das pacientes atendidas no hospital é de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Ainda segundo o médico, o índice de contágio registrado na capital e municípios vizinhos é semelhante ao da maternidade.

Há cerca de oito anos, o percentual de bebês contaminados pelo vírus da aids ao nascer era de 25%, lembra Frederico Peret. O índice começou a cair quando a MOV e o Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um projeto conjunto para as gestantes, através de protocolo de atendimento preconizado pelo Ministério da Saúde, visando a identificação e tratamento das portadoras da doença. “Oferecemos um pré-natal rigoroso e garantimos a assistência dessas mulheres até o parto”, assegura o obstetra.

De acordo com Frederico Peret, até o início dos anos 2000 a maioria das mulheres grávidas que procurava a Maternidade Odete Valadares já sabia que estava com aids. A partir de 2001, confirmou-se uma inversão, ou seja, as pacientes ficavam sabendo que eram portadoras da doença através dos exames de pré-natal. O obstetra informa que essas mães recebem medicação durante todo o período de gestação.

Peret esclarece que no momento do parto a gestante toma AZT injetável, pois este é o período de maior risco de contaminação. O bebê também recebe a medicação ao nascer e nas primeiras seis semanas de vida. A Maternidade Odete Valadares acompanha esses récem-nascidos até os 18 meses. Na opinião do obstetra, a tendência é reduzir esse prazo, pois estão surgindo exames mais modernos que identificam o contágio ou não da doença. As mães portadoras da aids não podem amamentar, reforça o médico, embora na MOV já tenham surgido casos de bebês que não foram contaminados no parto e sim ao receber o leite materno.

Para Frederico Peret, o ideal seria que as futuras mamães soubessem que são portadoras do vírus antes de engravidar. Na opinião do médico, elas não devem ser proibidas de ter filhos, contudo, é fundamental que façam um acompanhamento rigoroso durante a gestação, se quiserem ter bebês saudáveis. O obstetra comenta que proibir uma portadora do vírus da aids de ter filhos seria o mesmo que impedir uma diabética ou hipertensa de engravidar, doenças consideradas de risco para ambos. Neste caso, entretanto, Frederico Peret faz ressalvas como a segurança do parceiro e os cuidados no pré-natal.