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Médicos mineiros recebem treinamento para auxiliar combate à dengue

Sexta-feira | 11/04/2008 | 18:59·Atualizado em 19/06/2013 | 08:21
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BELO HORIZONTE (11/04/08) – A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) realizou, nesta sexta-feira (11), curso de capacitação para os 15 médicos mineiros que vão trabalhar no combate à dengue no Rio de Janeiro. Os profissionais, entre infectologistas, clínicos gerais e pediatras, com experiência em urgência e emergência, receberam treinamento para a realização de diagnóstico e tratamentos clínicos mais precisos.

O secretário de Estado de Saúde, Marcus Pestana, abriu o evento agradecendo aos profissionais que se propuseram a auxiliar o Estado vizinho. “Essa é uma atitude solidária, a pedido do governador, para ajudarmos um Estado irmão. O primeiro objetivo é que possamos ajudar a minimizar as perdas e danos dessa situação de crise”.

Pestana esclareceu que os profissionais vão trabalhar na capital fluminense durante um mês. Ele lembrou que é uma oportunidade de aprendizado para estes profissionais. ”Ao retornarem eles poderão relatar suas experiências e assim estarmos mais preparados na gestão de uma crise futura”.

O secretário destacou a importância do apoio de todos os setores da sociedade para o combate à dengue, que pode ser considerado um problema de saúde pública nacional. “No próximo dia 15, acontecerá o Dia Estadual Minas Contra a Dengue, onde estamos reunindo diversas parcelas da sociedade civil e do poder público para trabalhar nessa luta. É fundamental que todos estejam envolvidos e bem organizados para trabalhar a prevenção e o tratamento. A dengue é um problema sério e de combate permanente, todos devem estar mobilizados".

Os profissionais selecionados possuem experiência em infectologia e pediatria. “O Governo do Estado nos orientou para que selecionássemos profissionais experientes para este trabalho, e que possam dar um retorno importante da forma de lidar com situações mais complicadas”, observou o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Luiz Felipe Caram.

O curso foi ministrado pelo pediatra, especialista em infectologia e consultor da SES, Ewaldo Aggrippino Mattos. Ele afirmou que a idéia é discutir com os médicos sobre diagnóstico e tratamento clínico, principalmente para crianças. “É essencial que tenhamos um protocolo de atendimento. Os sintomas devem ser observados com muito cuidado. Principalmente nos casos de dengue hemorrágica, para que possamos evitar a síndrome do choque da dengue”.

Mattos lembrou que os sintomas são o sinal de alarme para uma possível internação ou para indicar o acompanhamento do caso do paciente no próprio domicílio, em casos menos graves. Nesses casos é fundamental que o paciente tenha acompanhamento diário em uma Unidade Básica de Saúde, principalmente no período em que a febre abaixa. O pediatra considera que esse trabalho da SES uma atitude louvável, e “importante para a saúde pública”.

Oportunidade

O médico emergencista Cristiano Pinheiro, um dos convocados para este trabalho, considerou uma oportunidade aprofundar seus estudos sobre a doença. “Quero observar de perto pontos importantes de uma doença que, apesar de estar presente há muitos anos, ainda possui pontos que precisam ser melhor compreendidos. E é claro, ajudar nessa situação sensível”.

Os primeiros profissionais começam a embarcar na próxima terça feira, 15 de abril, e irão trabalhar em regime de plantão, durante um mês. Foi montada uma escala de serviço para que a ida desses profissionais não comprometa a rede assistencial em Minas.

Regina Lunardi, infectologista da Faculdade de Medicina da UFMG, enfatizou como fundamental a iniciativa da realização do curso de capacitação. “Os profissionais já saem com uma visão mais uniforme dos casos que vão encontrar por lá”.

Ela ainda destacou a importância do trabalho conjunto que é realizado no Estado. “A parceria entre os municípios e o Estado, agindo em conjunto com a população, permite ações mais efetivos no combate à dengue. O trabalho das equipes do Programa de Saúde Família, aliado com Unidades Básicas de Saúde bem estruturadas faz com que as ações contra a doença não ocorram exclusivamente no ambiente hospitalar. A Universidade também está envolvida no desenvolvimento de pesquisas para auxiliar no avanço das ações”, concluiu.