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MG é pioneiro em tratamento e prevenção ao câncer

MG é pioneiro em tratamento e prevenção ao câncer

Quarta-feira | 07/04/2004 | 00:00·Atualizado em 27/05/2013 | 19:52
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No Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado em 8 de abril, especialistas fazem um alerta: problemas respiratórios e doenças graves como o câncer de pulmão são cada vez mais comuns entre as mulheres. Pesquisas atribuem o fato à mudança de hábitos femininos e o início do consumo, cada vez mais precoce, do cigarro. O tabagismo é definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a principal causa de morte evitável e estudos comprovam que é também, a causa direta ou indireta, de cerca de 100 doenças. Dentre elas, estão 30% de todos os tipos de câncer.

O Hospital Júlia Kubitschek (HJK – Av. Dr. Cristiano Resende,312 – Milionários, capital), da Rede Fhemig, foi pioneiro no tratamento de pacientes vítimas de doenças pulmonares provocadas pelo cigarro. Mesmo atuando como hospital geral desde a década de 80, o HJK continua sendo referência no atendimento aos pacientes com doenças pulmonares da Região Metropolitana de Belo Horizonte e outros municípios do interior do Estado.

Hoje, o HJK oferece cirurgias oncológicas para tumores ginecológicos e do aparelho digestivo, além dos tradicionais serviços de cirurgia torácica, incluindo grande número de toracotomias (retirada de tumor no tórax) do aparelho respiratório.

Câncer de mama

O câncer de mama mata mais que a Aids no Brasil e, embora não se tenha ainda causas específicas para o surgimento da doença, sabe-se que o estresse, o consumo de alimentos gordurosos e industrializados, o fumo e a obesidade tendem a contribuir com o aumento do número de casos. Apesar dos alertas, a doença ainda é tardiamente diagnosticada no Brasil. O ideal é que a mulher tenha como hábito consultas anuais com seu ginecologista e após os 35 anos, passe também a realizar mamografia e ultrassom de mama regularmente.

Usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) têm atendimento garantido para diagnóstico, tratamento e cirurgias do câncer de mama e colo uterino na Clínica Ginecológica Oncológica da Maternidade Odete Valadares (MOV – Av. Do Contorno, 9494, Prado, capital), da Rede Fhemig. A MOV foi, inclusive, a pioneira em Minas na reconstrução imediata de mama mastectomizada, sendo hoje referência nacional, formando profissionais em pós-graduação. Neste ano, a unidade já realizou 19 histerectomias (retirada do útero), 13 mastectomias (retirada parcial ou total da mama) e duas reconstruções de mama. As mulheres com diagnóstico de câncer têm assistência integral com equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogos e assistentes sociais. Além das intervenções cirúrgicas, a unidade oferece serviços de quimioterapia e radioterapia.

Referência

O Hospital Alberto Cavalcanti (HAC – Rua Camilo de Brito, 636, Padre Eustáquio, capital), da Rede Fhemig, também é referência estadual no tratamento de câncer, tendo sido o primeiro hospital público de Minas Gerais a prestar atendimento em mastologia. A unidade trabalha basicamente com cirurgia geral e oncológica, mastologia (nas áreas clínica e cirúrgica) e medicina interna. Como é referência no tratamento de câncer, oferece ainda serviço de quimioterapia.

A Rede Fhemig atende ainda, através do Centro Geral de Reabilitação (CGR – Rua Domingos Vieira, 463, Santa Efigênia, capital), as mulheres mastectomizadas e que sofrem esvaziamento axilar. A unidade oferece um atendimento integral às pacientes em reabilitação, indo desde o pós-operatório até os casos crônicos de linfedema, inchaço nos braços provocado pelo acúmulo excessivo de líquidos e proteínas nos tecidos.

Quando a mulher é submetida a cirurgia de mastectomia, é comum a extração do linfonodo axilar. O procedimento evita a disseminação da doença pelo corpo através do sistema linfático, já que as chances de alguma célula cancerígena se desenvolver na região são grandes. A retirada, normalmente, provoca um inchaço natural no braço (linfedema), que se não for tratado tende a aumentar acarretando complicações para a paciente.