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MG Transplantes bate recorde em captação de córneas na RMBH

O mês de fevereiro foi promissor para o MG Transplantes, que bateu o recorde do número de captação de córneas na Região Metropolitana, em comparação com o mesmo mês dos últimos seis anos. Em fevereiro passado, foram captadas 59 córneas contra 33 em 2006. No ano de 2005, foram 51.

Sexta-feira | 02/03/2007 | 15:54·Atualizado em 27/05/2013 | 04:22
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BELO HORIZONTE (02/03/07) – Fevereiro foi promissor para o MG Transplantes, que bateu o recorde do número de captação de córneas na Região Metropolitana, em comparação com o mesmo mês dos últimos seis anos. Em fevereiro passado, foram captadas 59 córneas contra 33 em 2006. Em 2005, foram 51. Já em 2004, considerado um dos melhores anos para o MG Transplantes, foram 47; 2003, 22 e 2002, 28. “Isso já é reflexo do trabalho de reestruturação das Comissões Intra-Hospitalares de Doações de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTS), que vem sendo feito pelo Grupo de Apoio à Vida do MG Transplantes”, comemorou o coordenador metropolitano, Sérgio Lopes Moreira.

Reunião

Sérgio Lopes disse que o MG Transplantes vem trabalhando para aumentar o número de captações e neste sábado (3), das 8h30 às 13 horas, no auditório do Hospital João XXIII, será realizada uma ampla reunião entre a direção do MG, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), os centros transplantadores, clínicas de diálise, Comissões Centrais de Notificação e Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDOS) e comissões intra-hospitalares. O principal objetivo do encontro é reforçar a necessidade de descentralização, regionalizando o trabalho de captações, transplantes e exames, de forma a fortalecer o interior do Estado e, ao mesmo tempo, aproximar os profissionais de saúde.

Durante o encontro, serão discutidas a política governamental dos transplantes, com metas, realidade e atual lista única, a estrutura dos transportes, a remuneração dos hospitais, a estrutura e a regionalização das centrais de notificação. As novas regras para inscrição de receptores de transplante renal também é pauta do encontro.

O coordenador metropolitano disse que o MG Transplantes está estreitando as relações com as CIHDOTTS – na Região Metropolitana são 27 -, estruturando as comissões e dando apoio com material, se colocando à disposição para esclarecer dúvidas. O bom funcionamento dessas comissões vai implicar no maior número de captações e, conseqüentemente, de transplantes.

Em fevereiro, o MG Transplantes registrou sete doações de múltiplos órgãos, com 11 transplantes de rins, dois de rim e pâncreas, um coração, quatro fígados e dois pâncreas.

Mais de cinco mil pessoas estão na fila de espera por um transplante. Para realizar qualquer doação é necessária a autorização da família. Sendo assim, o MG Transplantes alerta àquelas pessoas que desejam ser doadoras que comuniquem seu desejo, o que facilita na hora da abordagem dos parentes.

Comissões

As CIHDOTTS, constituídas por meio da Portaria 1.752/GM, de 23 de setembro de 2005, do Ministério da Saúde, têm como atribuições organizar a instituição para que seja possível detectar doadores de órgãos e tecidos no hospital; viabilizar o diagnóstico de morte encefálica, conforme a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o tema; criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos no hospital a possibilidade de doação de córneas e outros tecidos e articular-se com a Central de Transplantes do Estado para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos, entre outras atribuições.

A portaria, que tem como um dos objetivos aumentar a captação de órgãos e tecidos para transplantes, determina ainda a constituição da comissão em todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos. Cabe à Central de Transplantes do Estado acompanhar, cobrar e dar assessoria ao efetivo funcionamento da comissão.

A CIHDOTT deve avisar à central do Estado quando tiver o primeiro exame clínico de morte encefálica. De posse desta informação, a central providencia a sorologia, desencadeando o processo de realização do protocolo de morte encefálica. É também função da central conferir se o protocolo está correto e avisar as equipes transplantadoras sobre a doação.