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Minas avança no combate à morte súbita dos citros

Minas avança no combate à morte súbita dos citros

Quarta-feira | 09/07/2003 | 00:00·Atualizado em 26/05/2013 | 20:36
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Em poucos meses, governo federal - através do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -, governos estaduais de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, pelas respectivas secretarias de Agricultura, por meio dos seus órgãos estaduais de defesa sanitária (IMA/MG), iniciativa privada, entidades de classe e de pesquisa, como o Fundecitrus (SP), estão engajados na busca de soluções para a morte súbita dos citros, doença que está colocando em risco milhares de empregos e ameaçando a base da economia de diversos municípios brasileiros. Todo o esforço, que culminou na criação de grupos denominados de "Força-tarefa contra a morte súbita dos citros", está sendo feito para que a citricultura brasileira não perca a primazia mundial.

O Brasil, que no ano passado exportou US$ 1,1 bilhão em cítricos, espera aumentar essas vendas para US$ 1,2 bilhão em 2003. O país é o maior exportador mundial de suco concentrado de laranja congelado, com 76% das vendas no comércio internacional, e o maior produtor mundial de suco de laranja, com 49,3% do total mundial. São Paulo é o responsável por 97% das exportações do setor.

Enquanto os pesquisadores brasileiros estão no campo, atrás de respostas e buscando soluções para o problema, os governos estaduais se mobilizam para viabilizar leis, que possam evitar uma possível disseminação da doença por meio de mudas contaminadas.

Ainda no mês de fevereiro, o IMA, órgão oficial responsável pela defesa sanitária vegetal em Minas, por determinação do secretário de Agricultura, Odelmo Leão, já editava portaria proibindo o transporte de mudas da região afetada (municípios do Triângulo Mineiro) para outras indenes; lançando uma ampla ação de comunicação através da mídia regional para orientar o citricultor com relação à doença e distribuindo cartazes e folhetos com esclarecimentos mais detalhados sobre à MSC.

Varredura

Minas Gerais, independentemente da verba de R$ 1,5 milhão que está prevista para ser repassada ao Estado pelo Ministério da Agricultura, em agosto, com a finalidade de viabilizar os trabalhos contra a doença, iniciou em abril o seu serviço de emergência sanitária, com a varredura nos pomares particulares e comerciais em todo o território mineiro. “É um trabalho que vai traçar o cenário da citricultura com relação à morte súbita dos citros no Estado de Minas Gerais”, diz o secretário de Agricultura, Odelmo Leão.

Para o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, “com essa varredura (inspeção), será possível identificar o avanço da MSC no Estado e planejar o direcionamento das ações do setor para amenizar os prejuízos provocados pela doença.”

Desde o seu início,em abril, a varredura que está sendo feita nas principais regiões produtoras de citros do Estado já atingiu 119 municípios, 829 propriedades (368 particulares e 461 comerciais), abrangendo uma área de aproximadamente 15,8 mil hectares, com o levantamento de 6,2 milhões de plantas já rastreadas (351 mil particulares e 5,9 milhões comerciais), de um total de nove milhões de plantas que compõem o parque citrícula mineiro.

De acordo com o secretário Odelmo Leão, para tentar controlar o avanço da morte súbita em Minas, que está com a doença instalada em 11 municípios do Triângulo Mineiro, é preciso tomar medidas em todas as áreas, como defesa eficiente, pesquisa e informação ágil. “E é isso que estamos fazendo desde o início, atendendo a firme determinação do governador Aécio Neves.”