Minas avança no controle epidemiológico com utilização do Sistema Aesop

Oficina marca a expansão de iniciativa pioneira para o combate às arboviroses

imagem de destaque
  • ícone de compartilhamento

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, de terça até esta quarta-feira (10/6), a Oficina Estadual de Vigilância Sindrômica de Dados na Atenção Primária - Implementação do Sistema Aesop Arboviroses, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. A oficina marca a expansão da metodologia depois da implementação bem-sucedida na detecção precoce de epidemias de síndromes gripais.

Para o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG Eduardo Prosdocimi, essa é uma conquista inovadora com grande potencial para o estado. “Com o Aesop, a gente consegue ter um sistema robusto de vigilância e preparação para ter uma resposta cada vez mais oportuna, evitando uma sobrecarga no serviço de saúde”, destacou.

O Sistema Aesop (Sistema de Antecipação de Surtos com Potencial Pandêmico) é uma plataforma desenvolvida pela Fiocruz em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que tem como meta identificar precocemente o risco de surtos de doenças infecciosas. Ele foi implementado como projeto-piloto no estado do Amazonas, em 2024, quando foram definidos fluxos operacionais e realizados testes de funcionamento. 

Em julho de 2025, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs Minas) deu início ao processo de implantação do sistema no estado e, em novembro de 2025, o monitoramento começou efetivamente.  

Para a coordenadora do Cievs Minas, Eva Lídia Medeiros, a oficina é um passo a mais para a Vigilância Estadual. “Com a detecção precoce, a gente pode identificar sinais de que está havendo alguma coisa que, às vezes, a vigilância tradicional ainda não conseguiu captar e atuar com um monitoramento mais eficaz”, comentou.

Desde a implementação em Minas, foram detectados 2.679 avisos, 1.286 foram verificados e 862 avisos verídicos foram confirmados. Feita a verificação do alerta, as Unidades Regionais de Saúde são comunicadas e coordenam o monitoramento dos municípios. 

Programação da oficina

A oficina conta com a participação de servidores da Saúde Estadual e profissionais das Unidades Regionais de Saúde. Durante os dois dias foram apresentados os resultados da implementação em curso, além dos desafios do sistema e práticas de construção de ações de monitoramento e de resposta.



Últimas